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A Ryanair tem planos para ligar as suas operações a destinos de longo curso, sobretudo a voos transatlânticos. A TAP é uma das companhias com quem a transportadora low-cost irlandesa está a negociar uma parceria comercial, revelou o presidente executivo do grupo, Michael O’Leary, citado pela Bloomberg. 

Para além da TAP, as negociações focam-se ainda na empresa norueguesa ASA e numa transportadora americana não identificada. As declarações de Michael O’Leary surgem depois do fracasso das conversas com as companhias irlandesa Aer Lingus e inglesa Virgin, que têm uma forte presença no mercado dos voos entre a Europa e a América do Norte.

As negociações para transferir uma parte do tráfego de médio curso da Ryanair para voos transatlânticos deverão produzir um acordo até ao próximo verão, adiantou ainda o presidente executivo da companhia low-cost. As discussões com a Aer Lingus, associada do grupo IAG (que junta a British Airways e a Iberia), falharam por falta de acordo sobre que companhia deveria ficar responsável pelas ligações perdidas.

A Ryanair tem afastado parcerias com outras companhias, sugerindo que seriam incompatíveis com um modelo de negócio de retorno rápido baseado num serviço de baixo custo (low-cost). No entanto, o número crescente de voos diários de médio curso a partir de muitas cidades europeias, incluindo Lisboa, Faro e Porto (onde está a base portuguesa), torna mais interessantes as propostas de parcerias comerciais.

Os novos acionistas da TAP já anunciaram a intenção de lançar uma oferta low-cost, em paralelo com os serviços de companhia de bandeira disponibilizados atualmente. A estratégia da Gateway de David Neeleman e Humberto Pedrosa aposta ainda no reforço da oferta para o mercado americano, do Sul e do Norte.

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