O presidente executivo da TAP, Fernando Pinto, anunciou o fim da marca Portugália e o nascimento da TAP Express que arranca com uma frota de 17 novos aviões fornecidos pela transportadora Azul. A empresa brasileira é detida por David Neeleman, que em parceria com Humberto Pedrosa, ganhou a privatização da TAP.

A operação será realizada através de leasing, estando avaliada em 400 milhões de euros, revelou Fernando Pinto esta quinta-feira em conferência de imprensa, onde marcam também presença os dois acionistas privados da TAP. Os aviões deverão chegar no próximo verão.

Segundo Fernando Pinto, as “duas marcas diferentes confundem os clientes”, sobretudo os estrangeiros que “estranham muito”. Além de que nova frota será 40% mais eficiente do que os atuais aviões da PGA que vêm do tempo em que a companhia regional era detida pelo Grupo Espírito Santo. Estes modelos serão substituídos por oito ATR 52 e nove Embraer 190, com mais capacidade para mais passageiros.

A Portugália, marca vocacionada para voos de médio curso e destinos com menos procura na rede europeia, foi comprada ao Grupo Espírito Santo em 2006 por 140 milhões de euros. Desde então, não houve qualquer renovação da frota. A TAP já tinha anunciado a intenção de renovar estes modelos quando ainda era pública, mas não terá havido capacidade financeira.

Ponte aérea entre Lisboa e Porto

Nesta conferência foi também anunciada a intenção de reforçar, a partir de março, as ligações entre Lisboa e Porto com voos de hora a hora, numa espécie de ponte aérea. A estratégia passa por preços que competem diretamente com as viagens de comboio e até com os autocarros de longo curso, um negócio que é explorado pela Barraqueiro de Humberto Pedrosa. O preço base é de 39 euros para 16 voos diários, adiantou Fernando Pinto, que qualificou esta estratégia como “um grande salto” na oferta aérea entre as duas cidades.