Crianças

Homem, mulher, gender queer, andrógino… e mais 20 géneros à escolha

384

Uma escola no Reino Unido perguntou aos alunos "Como defines o teu género?" e deu 24 opções de resposta. Ativistas trans apoiam a ideia, pais temem que filhos fiquem "confusos". Conheça as opções.

"Não devemos intrometer-nos na infância das crianças nem confundi-las deliberadamente sobre o que é um rapaz ou o que é uma rapariga, tudo para satisfazer as agendas políticas dos adultos", diz um dos opositores do inquérito

AFP/Getty Images

Autor
  • Catarina Marques Rodrigues

“Não-binário”, “Andrógino” e “Tri-género” são 3 das 24 opções para definir o género de cada um e, quem não ficar satisfeito, pode sugerir outra categoria. A pergunta “Como defines o teu género?” e a multiplicidade de respostas fazem parte de um inquérito distribuído a escolas de Brighton e Hove, no Reino Unido.

A questão foi entregue a rapazes e raparigas entre os 13 e os 18 anos e partiu da Comissária para a Infância (Children’s Comissioner) de Inglaterra, que se dedica à “promoção e proteção dos direitos das crianças”, lê-se no site. Explica Anne Longfield que o objetivo é  “perceber como é que a questão do género influencia os mais novos: o que é que o género significa para eles, de que forma afeta a sua vida, o que é que gostavam de mudar”.

A comissária estabeleceu as questões de género e a forma como as crianças as entendem como uma prioridade. A liberdade de hipóteses de escolha, além do habitual “menino ou menina”, tem sido muito elogiada por vários ativistas trans. “Os anos da adolescência são terríveis para nós mas se, ainda por cima, lidares com dúvidas de género, sentes-te muito isolada e sozinha. Isto pode ajudar a que os jovens se identifiquem com aquilo que poderão estar a passar”, referiu Sophie Cook, uma mulher transgénero ouvida pelo Telegraph.

sex survey at school

Este é o exemplar do inquérito que está a circular.

Mas o aplauso não é consensual. Vários pais consideraram que aquele inquérito era “desnecessário” e muitos queixaram-se por não terem sido consultados sobre o conteúdo, sendo que muitos temeram que as opções pudessem “confundir” os filhos, escreve o jornal The Argus.

O Instituto Cristão, ouvido pelo Daily Mail, também reagiu e considerou a questão “muito equívoca” e “profundamente confusa”. Simon Calvert, representante da instituição, justificou: “Não devemos intrometer-nos na infância das crianças nem confundir deliberadamente as crianças sobre o que é um rapaz ou o que é uma rapariga, tudo para satisfazer as agendas políticas dos adultos”.

Brighton já esteve nas notícias esta semana por causa de uma decisão inovadora tomada no Brighton College. A escola decidiu acabar com as designações “uniforme para raparigas” e “uniforme para rapazes” e dá, a partir de agora, a liberdade para cada um escolher se quer usar o “uniforme de saia e casaco” ou “calças, gravata e casaco”. Os rapazes e raparigas até aos 16 anos podem agora escolher à vontade, numa medida que quebra com uma tradição com 170 anos.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)