A execução do clérigo xiita, Nimr al-Nimr, juntamente com outras 46 pessoas, por parte da Arábia Saudita por ofensas ao reino e promoção da intervenção externa, provocou um conflito diplomático aberto com o Irão.

No meio de tanta polémica e tensão, Mohamed al Nimr, irmão de Nimr veio agora a público falar sobre o sucedido. Ao El Mundo, diz que esta “é a primeira vez que uma monarquia se atreve a executar um líder religioso xiita”.

E sobre a execução e dos alegados crimes cometidos pelo irmão, Mohamed garante que “ninguém conseguiu encontrar um vídeo em que ele inste à violência. Jamais foi a sua filosofia”. No entanto não existe sentimento de ódio nem de vingança:

Não queremos derrubar o Governo saudita. Não estamos contra eles mas sim contra a segregação sectária entre xiitas e sunitas. Pedimos às autoridades que impulsionem reformas, declarem guerra à corrupção, libertem os detidos e convoquem eleições parlamentares. É o que exigia o xeique (Nimr al-Nimr) e o que nós continuamos a reclamar”.

Mas a execução de Nimr não foi a única ameaça e punição à família. O seu filho, Ali al Nimr, de 21 anos, está preso há três anos e desde aí aguarda no corredor da morte saudita. E por isso revela que “esperamos a qualquer momento a notícia da morte do meu filho”.  E, desta maneira, Mohamed al Nimr defende que se “devia solucionar este conflito através da via política mas optaram pelo sangue. O seu assassinato terá graves consequências e vai complicar a crise que já vivemos. Nem a espada nem o sangue vão corrigir os problemas do reino”.