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O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, disse em entrevista à RTP que está “muito preocupado” com as negociações em torno do Orçamento português e pede “bom senso” ao governo para “gerir as suas finanças públicas”. Noutra entrevista, também à RTP, Pierre Moscovici, o Comissário Europeu dos Assuntos Económicos garantiu que o diálogo entre o Governo português e a Comissão Europeia está a acontecer em “clima construtivo” e diz que Bruxelas não quer “impor políticas insustentáveis“.

Juncker manifestou a sua apreensão ao processo em curso mas remeteu decisões para a o colégio de comissários, que se deverá pronunciar sobre o orçamento português nas próximas horas.

Também em entrevista à RTP, um dos responsáveis que participa nessa reunião, Pierre Moscovici, disse que o objetivo destas conversações é “alcançar a compatibilidade do projeto orçamental português” com as regras ditadas pela União Europeia.

O ex-ministro das Finanças francês realçou que, apesar das exigências vindas da Europa, o orçamento tem de estar de acordo com “as políticas que a nova maioria defende”, algo que se traduz numa maior capacidade de Portugal para “gerir as suas finanças publicas, de reduzir o seu défice e de fazê-lo com bom senso com os parceiros europeus”.

Ao longo da semana, Bruxelas vai estar em discussão com o governo português para discutir o Orçamento de Estado que o país apresentou à Comissão Europeia e que levantou dúvidas às autoridades europeias. Tudo em ambiente “construtivo”, garante Pierre Moscovici: “A Comissão não existe para forçar os Estados-membros, não existe para obrigá-los a fazer políticas insuportáveis” porque “isso cabe à soberania nacional”.

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