A Comissão Europeia advertiu que uma suspensão do espaço de livre circulação Schengen pode ter “um impacto perturbador no crescimento económico” da União Europeia (UE), defendendo a gestão da crise migratória ao nível europeu.

“Uma suspensão mais alargada de Schengen e medidas que coloquem em risco as conquistas do mercado interno podem ter um impacto perturbador no crescimento económico”, lê-se nas previsões económicas de inverno da Comissão Europeia hoje divulgadas.

A Comissão sublinha por outro lado os riscos económicos relacionados com a chegada em massa de refugiados a território europeu, afirmando que “a perceção da opinião pública (…) pode ter um impacto negativo na confiança económica, provocando um abrandamento do consumo dos agregados”.

Bruxelas apela por isso para “elevar ao nível da UE os principais desafios políticos, como por exemplo a gestão dos fluxos migratórios”.

O espaço Schengen, uma zona de livre circulação no interior da qual foram abolidos os controlos de fronteira, é integrado por 26 países, 22 dos quais membros da UE.

Nos últimos meses, seis Estados restabeleceram temporariamente os controlos nas fronteiras, cinco deles — Alemanha, Áustria, Dinamarca, Noruega e Suécia — devido à chegada de milhares de migrantes e o outro — França – devido à ameaça terrorista.

O prazo máximo desse restabelecimento de controlos, de seis meses, está a chegar ao fim em alguns casos, sem que o fluxo de migrantes dê sinais de abrandar.

A UE está a considerar um prolongamento excecional de até dois anos para esses países, argumentando com as “graves deficiências” na gestão da fronteira externa pela Grécia.