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Coreia do Norte

Coreia do Norte lança satélite de observação. Comunidade internacional pede resposta dura

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A Coreia do Norte lançou um "satélite de observação" para fins científicos, que a comunidade internacional considera um encobrimento de um teste de mísseis. ONU reúne de urgência este domingo.

O Conselho de Segurança da ONU vai reunir-se este domingo de urgência devido ao lançamento do satélite Kwangmyongsong-4

RODONG SINMUN/EPA

A Coreia do Norte lançou com sucesso um “satélite de observação”, anunciou a estação de televisão norte-coreana este domingo. O lançamento, “pacífico” e com fins científicos, foi considerado um encobrimento de um teste de mísseis pela comunidade internacional. Os Estados Unidos da América chamaram-lhe “desestabilizante e provocativo” e asseguraram que tomarão “todas as medidas necessárias”. 

O lançamento ocorreu por volta das 9h de domingo (meia-noite de sábado em Lisboa) e foi feito a partir da Base de Sohae ou Dongchang-ri, no extremo noroeste do país. O “satélite de observação da Terra Kwangmyongsong-4” entrou em órbita nove minutos e 46 segundos depois da descolagem, numa operação “ordenada e dirigida pelo grande líder Kim Jong Un”, referiu a televisão norte-coreana, citada pela CNN.

A Coreia do Norte assegura que o lançamento de um foguete de longo alcance (ou rocket), que colocou em órbita o satélite, foi bem sucedido. O êxito da operação foi confirmada por fontes dos governos da Coreia do Sul e Estados Unidos

Pyongyang realizou um teste nuclear a 6 de janeiro e anunciou na semana passada o lançamento de um foguetão que transportava um satélite, que a maioria da comunidade internacional vê como uma dissimulação de um teste de mísseis balísticos, que viola resoluções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

Líderes internacionais condenam ataque

Num comunicado emitido por Susan Rice, a principal assessora do presidente norte-americano para os assuntos relacionados com segurança nacional, os Estados Unidos da América condenaram o lançamento do satélite norte-coreano considerando-o “desestabilizador e provocador” e garantiram que tomarão “todas as medidas necessárias” para defender a sua segurança e a dos seus aliados perante as provocações do regime de Pyongyang.

“O programa de mísseis e armas nucleares da Coreia do Norte representa uma séria ameaça aos nossos interesses — incluindo à segurança de alguns dos nossos aliados mais próximos — e mina a paz e a segurança na região”, refere o comunicado emitido este domingo. Na nota assinada por Susan Rice, os Estados Unidos apelaram também à união da comunidade internacional de modo a mostrar à Coreia do Norte que as suas ações “devem ter graves consequências”

Numa carta conjunta enviada à Presidência do Conselho de Segurança, citada pela France-Presse, os Estados Unidos e o Japão sublinharam ainda que “o lançamento de um alegado satélite pela Coreia do Norte viola resoluções da ONU”, que proíbem Pyongyang de levar a cabo qualquer atividade balística ou nuclear. Ban Ki Moon, secretário-geral da ONU, também sublinhou a violação das resoluções emitidas, descrevendo o lançamento como “profundamente deplorável”. 

Park Geun-Hye, presidente da Coreia do Sul, apelou à ONU para que respondesse de forma dura ao lançamento do satélite norte-coreano. “O Conselho de Segurança das Nações Unidas devia tomar rapidamente medidas punitivas fortes”, disse a presidente numa declaração transmitida pela televisão sul-coreana. A Rússia também já condenou o lançamento norte-coreano, considerando-o “muito prejudicial” para a segurança da região.

O Conselho de Segurança da ONU vai reunir-se de emergência este domingo em Nova Iorque devido ao lançamento do satélite Kwangmyongsong-4. A reunião extraordinária foi pedida pela Coreia do Sul, Japão e Estados Unidos.

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