O ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho afirmou estar “preocupado” com o futuro do setor solidário ao ser agora encarado pelo Governo como “complementar” e acusou o executivo de querer “gastar dinheiro” em equipamentos “concorrentes” aos das instituições sociais. Já quanto ao Banco de Portugal, Passos Coelho prefere não comentar e reafirmar que o BdP é “independente”

“Eu estou preocupado com o futuro deste setor solidário porque os partidos que apoiam o Governo dizem declaradamente que o Estado só deve usar estas instituições de uma forma subsidiária ou complementar, o que significa que se prepara para gastar mais dinheiro investindo na criação de equipamentos que façam concorrência a equipamentos que já existem”, afirmou Pedro Passos Coelho, em Cabeceiras de Basto, no final de uma manhã dedicada a visitar instituições sociais.
O agora líder da oposição acusou ainda o Partido Socialista de ter uma postura “arrogante” e “condicionar” o apoio às instituições de solidariedade conforme a “obediência” de quem as dirige.

O presidente do PSD alertou ainda para a possibilidade de a mudança de “orientação” do atual Governo quanto ao setor social poder criar desemprego explicando que “há precedentes” disso, nomeadamente no apoio à rede pré-escolar.

Já quanto à entrevista do governador do Banco de Portugal onde Carlos Costa classifica as críticas de António Costa como um “pequeno incidente”, Passos Coelho recusou comentar, dizendo apenas que o Banco de Portugal “é uma entidade de supervisão e é independente”.