Foi há pouco mais de um ano e meio que a Microsoft Portugal decidiu ouvir as startups nacionais e perceber de que forma é que uma empresa com a respetiva dimensão poderia apoiá-las, para além de toda a tecnologia que já disponibilizavam até então. Foi deste périplo que nasceu a ideia do programa Ativar Portugal, que reuniu várias entidades no evento do passado dia 6 de abril, em Lisboa. Segundo Luís Calado, a Microsoft percebeu que havia um conjunto de necessidades que podiam ser correspondidas, sendo que “o Ativar Portugal nasce assim como uma iniciativa não apenas da Microsoft, mas sim de todo o ecossistema empreendedor nacional para capacitar as startups em todas estas áreas de forma a que possam atingir o sucesso global”.

O programa assume-se assim como uma startup dentro da própria empresa, tendo sido recentemente considerado como um dos melhores exemplos de apoio ao ecossistema. Apesar de ser um programa único no universo da Microsoft, Luís Calado revela que “existem já outras subsidiárias que estão a colocar programas semelhantes em prática, iniciativas que estamos a apoiar com a nossa experiência, mas a verdade é que Portugal foi o pioneiro neste caminho”.

Parcerias: um caminho de sucesso

Apesar de Portugal ter evoluído significativamente nos últimos anos, estando mais alerta para a aposta na inovação, o startup lead sente que “podem surgir verdadeiras oportunidades se existir uma melhor parceria entre as empresas já estabelecidas e as startups. Foi uma das principais razões que levou à criação do nosso programa de Business Speed Dating, uma iniciativa que junta as startups mais promissoras às maiores empresas e fundos de investimento nacionais”. Só no dia 6 de abril, tiveram lugar mais de 260 reuniões, sendo que “o feedback que recebemos das startups e das empresas foi excelente. Este networking é benéfico para ambas as partes”, assegura.

Numa altura em que o empreendedorismo português está na moda, Luís Calado considera que Portugal tem feito um caminho “cada vez mais positivo”. Segundo o próprio, “o sucesso que algumas das startups portuguesas estão a ter internacionalmente já começa a dar os seus frutos. Por outro lado, a vinda do Web Summit para Portugal já colocou o foco sobre o país”, sendo que o próximo passo “é termos um grande exemplo tecnológico com origem nacional, como por exemplo o próximo Facebook ou a próxima Microsoft. A ideia aqui é ser uma coisa de tal forma disruptiva que acelere ainda mais todo o crescimento que já estamos a sentir e que já se reflete no número de Scale-Ups em Portugal. (Cerca de 40 startups com investimento superior a 1 milhão de dólares nos últimos cinco anos)”.

Mas qual é o papel da Microsoft no apoio a estas novas empresas? Luís Calado responde perentoriamente, ressalvando que a entidade tem o papel de “suportar estas jovens empresas, seja tecnologicamente com todas as inovações que estamos a criar e que servem de base a esta nova geração de Startups, seja na vertente de negócio. Sendo a Microsoft uma empresa global, podemos tirar proveito da nossa rede internacional e ajudar a criar novas oportunidades e canais de negócio para as Startups”.

Nas palavras do Startup Lead, “continuamos a acreditar que a tecnologia representa uma oportunidade única para criar as grandes empresas do futuro e estamos confiantes de que Portugal tem tudo o que precisa para se assumir como uma referência nesta área”, conclui.