O maior acelerador de partículas (LHC, Large Hadron Collider) está preparado para mais um ano à procura de novos dados para a Física experimental. Esta segunda-feira, o Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN, na sigla em francês) anunciou o arranque oficial das experiências para o ano de 2016.

Esta segunda-feira celebrou-se também o trigésimo aniversário do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP), a instituição portuguesa a participar nas experiências do CERN. “Uma feliz coincidência”, refere o laboratório.

A segunda temporada do LHC iniciou-se há um ano, mas o inverno e o gelo obrigam sempre a uma paragem de alguns meses. Depois de terem “ligado o interruptor”, para ver se estava tudo a funcionar convenientemente e para aquecer a máquina, e depois do incidente com a doninha, o CERN anuncia que está pronto para começar a registar os dados das colisões. “Temos um objetivo ambicioso para 2016, planeamos ter seis vezes mais dados do que em 2015”, disse Frédérick Bordry, diretor para os Aceleradores e Tecnologia, em comunicado de imprensa.

Na primeira temporada do LHC, que decorreu de 2009 a 2013, os dois momentos mais importantes foram a descoberta de uma partícula que corresponde à descrição do bosão de Higgs (a partícula que dá massa as restantes), em 2012, e a demonstração do decaimento do mesão Bs em dois muões (ver mais aqui). Nesta segunda temporada, um dos grandes objetivos é encontrar partículas de matéria escura. “Isso seria uma descoberta de fazer tremer a terra, ou pelo menos de me fazer tremer a mim”, disse o antigo diretor do CERN, Rolf Heuer, numa entrevista ao Observador antes de deixar o cargo no final do ano.

Para saber mais sobre como funciona o CERN e o LHC preparámos-lhe um Explicador.