Primeiro foi António Ferreira, agora é a vez de João Correia da Cunha abandonar a coordenação do grupo da reforma hospitalar. O cardiologista e ex-administrador hospitalar deixará o cargo no final de julho e será substituído por Fernando Regateiro, que já integra o grupo, apurou o Observador.

Na hora da despedida, em fevereiro, o ex-administrador do Centro Hospitalar de São João, António Ferreira, alegou motivos pessoais para deixar a coordenação deste grupo, que é dos três grupos criados pelo ministro da Saúde aquele que está mais atrasado. Correia da Cunha, que faz parte do círculo de amigos de Adalberto Campos Fernandes, aceitou substituir o gestor, mas também este médico e ex-gestor justifica agora, com “razões pessoais”, a sua saída.

Contactado pelo Observador, Correia da Cunha quis deixar bem claro que tem o pensamento “alinhado” com o do ministro da Saúde e, portanto, a saída nada tem a ver com qualquer incompatibilidade com Adalberto Campos Fernandes — com quem tem uma relação de 11 anos, cinco dos quais a trabalhar diariamente na administração do Hospital de Santa Maria. “Saio por razões pessoais e o senhor ministro compreendeu.”

Sobre o trabalho desenvolvido nestes quatro meses, o médico afirmou que “fica um registo de grande solidariedade, dedicação e esforço”. O ainda coordenador do grupo, criado por este Governo em dezembro de 2015, garantiu que já foram entregues ao Governo documentos de trabalho que incidem sobre a “autonomia com responsabilização da gestão”, “os custos em saúde relacionados com a inovação” e os “sistemas de informação”.

Correia da Cunha não quis avançar quando deixará a coordenação deste grupo, mas o Observador soube, junto de fonte do Ministério da Saúde, que 31 de julho será o último dia de Correia da Cunha e que será Fernando Regateiro a substituí-lo.

Professor catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e regente da disciplina de Genética, Fernando Regateiro já faz parte deste grupo composto por nove elementos, incluindo o coordenador.