O líder socialista abriu esta segunda-feira as jornadas parlamentares do PS, nos Açores, com um ataque ao PSD e CDS que “só tinha como objetivo a vingança”, quando “apostou sistematicamente” no falhanço do Governo. António Costa levou mesmo aos deputados reunidos nos Açores os números das exportações para sustentar que a direita é a “grande falhada” e para atirar: “E qual é o plano B da direita?”.

Uma pergunta provocadora do socialista, a confrontar PSD e CDS que nos últimos meses exigiram ao Governo explicações sobre a eventual existência de um plano B para contar as contas públicas no caso de qualquer surpresa económica. Foi por isso que recuperou o exemplo das exportações, revelando que “a balança comercial dos primeiros meses deste ano melhorou significativamente em mais de 270 milhões de euros”. E isto, disse Costa perante os deputados do PS, “ao contrário do que a direita dizia”, recordando o argumento usado por PSD e o CDS sobre a opção económica do programa socialista: “se aumentarmos a procura interna e com a desaceleração das exportações, aumentamos o desequilíbrio da balança”.

“A direita errou no défice, no investimento, nas exportações, nos desequilíbrios da segurança social. A direita errou e agora é altura de perguntarmos: e qual o plano B da direita?”

E António Costa prosseguiu, afirmando que “a verdade é que a direita não tem plano B. Só tinha como objetivo a vingança. Ninguém constrói esperança com esta base”, disse o socialista para mais à frente do seu discurso voltar a garantir que o seu Governo “só tem um plano A. Não haverá plano B”.