Finalmente está disponível a informação oficial sobre a segunda geração da berlina familiar da Porsche. Após os vídeos “teasers” e a fuga de algumas fotos com pouco pormenor da versão definitiva, eis chegado o momento de verdadeiramente conhecer o que nos reserva a versão 2.0 do Panamera.

A primeira palavra vai para a estética, onde a evolução é mais notória face à geração anterior. E felizmente, pois bem precisava. Baseado numa nova plataforma – a MSB do Grupo Volkswagen, que também está ao serviço da Bentley e da Audi – que lhe permite ser mais leve, apesar de 35 mm mais comprido (a largura e altura praticamente não mexem), o novo Panamera é consideravelmente mais esguio. Desaparece a traseira excessivamente arredondada, destinada a oferecer mais espaço para a cabeça de quem se senta atrás, para no seu lugar surgir uma solução esteticamente mais fluida e elegante.

A frente parece ser mais baixa, apesar de se saber que os motores são mais volumosos – todos sobrealimentados e a usufruírem sempre de tracção às quatro rodas. Mas se quiser distinguir o novo Panamera do antigo, o melhor mesmo é vê-lo por trás, onde as melhorias são mais evidentes, com direito até a farolins ligados por uma faixa horizontal, a fazer lembrar os 911 e os recentes 718.

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Se é maior por fora, com 5,05 m de comprimento, a segunda geração da berlina alemã disponibiliza igualmente mais espaço no habitáculo – que continua optimizado para apenas quatro adultos – e na mala, agora com 495 litros.

Os motores, na fase de arranque, vão ser três e todos de combustão interna, a gasolina ou a gasóleo, pelo que nada de eléctricos ou híbridos (este surgirá mais tarde e com sistema “plug in”). O menos possante a gasolina será o Panamera 4S, animado por um 4.0 V8 sobrealimentado, que promete ter menos 16% de apetite. Mas isso não o impede de fornecer 440 cv, o que para versão de entrada – enquanto não chegam os 3.0 V6 – não está nada mau. Já o Panamera mais assanhado vai continuar a denominar-se Turbo, com o mesmo V8 de quatro litros, mas devidamente vitaminados para atingir 550 cv.

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Enquanto não está disponível o 3.0 V6 turbodiesel, os amantes dos diesel podem deliciar-se com o 4.0 V8, similar ao que equipa os Audi A8 e Q7, que ao propor 422 cv se assume como um rival de respeito para os seus “irmãos” a gasolina. Tanto mais que anuncia um consumo médio de apenas 6,7 litros, contra 8,1 do Panamera 4S e 9,3 da versão Turbo.

Disponível a partir de Novembro na maioria dos países, e Portugal não deverá ser excepção, o Panamera vai também passar a oferecer em algumas versões quatro rodas direccionais, de funcionamento similar ao Q7, suspensões pneumáticas de três câmaras e barras estabilizadoras activas, com ambos os sistemas a serem necessariamente próximos dos que já equipam o Bentley Bentayga. Lá dentro, o destaque vai para a maior conectividade, com o enorme ecrã táctil de 12,3″ a satisfazer mesmo os mais exigentes.

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