A administração da Caixa Geral de Depósitos pediu a demissão há duas semanas numa carta enviada ao ministro das Finanças, noticia hoje o jornal Público, argumentando que as condições para se manterem no cargo se tinham esgotado. O mandato de José de Matos terminou no final do ano passado.

Há meio ano que os mandatos dos principais responsáveis da administração da Caixa terminaram. Há pelo menos metade do tempo que se sabe que António Costa convidou António Domingues, do BPI, para liderar o novo projeto para a Caixa. Qual o projeto? Ainda não se sabe.

A indefinição que se mantém desde o início do ano sobre a missão da Caixa, numa altura em que continuam a existir muitas dúvidas sobre como e em que formato irá o banco público operar, e em especial quanto dinheiro terá o Estado de colocar no banco para repor os seus capitais, o jornal Público avança esta terça-feira que a administração cessante perdeu a paciência e pediu demissão, precipitando o calendário para resolver a questão da sua substituição.

A administração já tinha pedido para acelerar a sua substituição, o que não viria a acontecer, levando assim ao pedido de demissão do presidente executivo, José de Matos, e do presidente não executivo, Álvaro Nascimento.

O gabinete do ministro das Finanças confirmou hoje que a administração da Caixa Geral de Depósitos se demitiu, numa carta enviada a Mário Centeno, adiantando que os gestores demissionários vão ficar no banco até serem substituídos.

O jornal Público noticia hoje que a administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD) se demitiu, numa carta enviada ao ministro das Finanças, com data de 21 de junho, remetendo “para o Governo a responsabilidade pela resposta à indefinição que paira há meses sobre o maior banco do sistema”.

Contactada pela agência Lusa, fonte oficial do Ministério das Finanças confirmou a demissão da equipa (que terminou o seu mandato em dezembro de 2015), adiantando que “ficam em funções até serem substituídos” e que “não vai haver nenhuma ausência de administração na