Ex-trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) que em 2017 deixaram de ter subsídio de desemprego vão sensibilizar o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social para o seu “futuro dramático”.

Em declarações à agência Lusa, esta terça-feira, o porta-voz da comissão representativa dos ex-trabalhadores dos ENVC, António Ribeiro, anunciou que uma delegação de antigos funcionários da empresa pública vai reunir-se no dia 20 com responsáveis do gabinete do ministro Vieira da Silva “para apresentar as suas preocupações quando ao futuro que se avizinha”.

Em causa estão “cerca de uma centena de ex-trabalhadores que no próximo ano ainda não reúnem condições para pedir a pré-reforma e que vão ficar sem subsídio de desemprego”. Outros “300 ex-trabalhadores poderão passar à reforma mas com penalizações”, disse a fonte.

A reunião agendada para o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social surge na sequência da conversa mantida, em novembro passado, em Viana do Castelo, pelo ministro Vieira da Silva com aqueles ex-trabalhadores.

Na altura, durante uma visita à capital do Alto Minho, o governante foi abordado por cerca de 30 ex-trabalhadores dos estaleiros que lhe pediram uma audiência para analisar a questão. António Ribeiro afirmou então que o governante disse “estar inteirado da situação”, tendo-os encaminhado para um assessor do seu gabinete”.

Antes da reunião agora agenda para o Ministério, os ex-trabalhadores vão reunir-se para “fazer um ponto de situação dos contactos desenvolvidos desde setembro e definir novas ações a realizar no futuro, caso não saiam soluções do encontro que irão manter com o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social”. Esta reunião dos ex-funcionários da empresa pública está marcado para sexta-feira, a partir das 14:30, na Junta de Freguesia da Meadela, em Viana do Castelo.

Em 2014, quando os estaleiros foram subconcessionados à Martifer estavam ao serviço 609 trabalhadores. O plano de rescisões amigáveis a que os trabalhadores foram convidados a aderir custou ao Estado 30,1 milhões de euros.

A comissão representativa dos ex-trabalhadores foi criada no início de setembro para discutir o seu futuro com forças políticas e agentes do poder e já se reuniu com o PCP, com o Bloco de Esquerda, com o Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV), com o presidente da Câmara de Viana do Castelo e com a comissão parlamentar do Trabalho e Segurança Social.

Continua a aguardar por resposta aos pedidos de reunião enviados ao PS, PSD e CDS.