Já se sabe, uma noite de excessos com o álcool equivale a uma manhã de ressaca. Tudo isto porque a ingestão de produtos tóxicos (etanol), juntamente com os componentes que o metabolismo liberta, tem uma reação no corpo humano, como inflamação dos tecidos e desidratação. Agora, mais um mito cai por terra: a ressaca não piora com a idade, conta o El Español.

Um recente estudo publicado na Alcoholism: Clinical & Experimental Research, sugere precisamente o oposto: a tendência para a ressaca diminui com a idade. Na verdade, o estudo afirma que as ressacas são “coisas da juventude”, diz a co-autora Janne Tolstrup. Segundo a pesquisa, os jovens de 20 anos têm sete vezes maior propensão a sofrer de ressaca após uma noite de excessos.

“A ideia de que com a idade se sofre de ressacas piores é algo generalizado, mas na verdade não existe nenhuma evidência que se apoie essa teoria”, defende Richard Stephens, um psicólogo da Universidade de Keele, Reino Unido, também co-autor do estudo.

Para a realização do estudo, foram analisados dados de mais de 50 mil pessoas (da Dinamarca), com idades compreendidas entre 18 e 94 anos. Destes, 30 mil tinham mais de 40 anos. Para a obtenção dos dados foi realizado um teste online que incluía perguntas que permitiam avaliar o estilo de vida dos participantes, tais como: dieta, tabagismo, consumo de álcool e atividade física.

Os resultados mostraram, então, que a ressaca ” é mais predominante nos jovens”, conta Stephens. “Todos os jovens com menos de 20 anos são mais propensos a sofrer de sintomas de ressaca devido à ingestão descontrolada de álcool em comparação com pessoas mais experientes”, continuou. Ainda assim, os investigadores ressalvam a ideia de que existem alguns aspetos por explorar, tal como a relação entre a quantidade de álcool consumido com a comida que se ingeriu antes.

Assim, este estudo analisou apenas a frequência com que as pessoas ingerem excessivamente álcool e não a sua intensidade. Em suma, os jovens têm mais tendência a ficar bêbados do que as pessoas com mais idade. A moderação, portanto, é o fator-chave para que os mais velhos não sofram de tanta ressaca como os mais jovens. “A experiência ensina a medir o nosso consumo”, afirma Stephens.