São dados relevantes. No ano de 2016, e de acordo com o Relatório Anual de Segurança Interna, as autoridades portuguesas impediram a entrada de 537 pessoas em território nacional por razões de segurança.

A notícia é avançada pelo Diário de Notícias, que dá conta de outros detalhes: das 537 pessoas que foram impedidas de entrar em Portugal, 443 eram de países terceiros, tinham antecedentes criminais, foram expulsos de Estados Schengen, eram imigrantes ilegais e estavam sujeitos a ordens de não admissão ou permanência nesta zona de livre circulação. Os outros 94 eram alvo de mandados de detenção europeu, foram detidos e extraditados.

Estas operações, explica o mesmo jornal, surgem na sequência de alertas de segurança no Sistema de Informação Schengen (SIS), a maior base de dados europeia de controlo de fronteiras, ligada a 29 países. Segundo o Diário de Notícias, foram também referenciados nas fronteiras nacionais 960 estrangeiros alvo de vigilância “discreta e especial” a pedido de autoridades dos Estados membros e 424 estrangeiros procurados por outros países europeus no âmbito de processos judiciais em curso, ainda que nestes casos a identificação destes indivíduos não implique a proibição de entrada, mas antes um pedido de paradeiro.

De acordo com o Relatório Anual de Segurança Interna, os países com mais alertas registados são a Itália (19,5 milhões), a Alemanha (10,1 milhões) e a França (9,3 milhões). Em 2016, estavam ativos no sistema um total de mais de 70 milhões. Até ao final do ano, existiam cerca de 830 mil pessoas procuradas pelas autoridades.