Presidenciais em França

Varoufakis pede voto em Macron, que “quis salvar a Grécia”

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Macron foi "o único" a fazer "tudo o que fosse possível" para ajudar Atenas em 2015, ano em que a Grécia teve um pé fora da zona euro. Varoufakis está contra "indiferenças táticas defeituosas".

Getty Images

Se há figuras mais à esquerda que hesitam no apoio a Emmanuel Macron, contra Marine Le Pen, essa não é a posição de Yanis Varoufakis. O ex-ministro das Finanças da Grécia diz que “os progressistas” têm razões para criticar o programa político de Macron mas não faz sentido ter uma “indiferença tática defeituosa” que possa fazer com que a Frente Nacional de Le Pen “tome o Eliseu de surpresa”. Além disso, recorda Varoufakis, Macron foi “o único ministro que fez tudo o possível para ajudar a Grécia no verão de 2015”.

Em artigo de opinião no Le Monde, “recuso-me a fazer parte de uma geração de progressistas franceses que tiveram a oportunidade de impedir que Marine Le Pen vencesse as Presidenciais francesas mas não o fizeram, portanto estou a escrever este artigo: para apoiar, inequivocamente, a candidatura de Macron na segunda volta. A Frente Nacional não pode tomar o Eliseu de surpresa, por causa de uma indiferença tática defeituosa da nossa parte”.

Mas não é só por isto que Varoufakis “vota” em “Emmanuel”, como Varoufakis lhe chama. “Macron foi o único ministro de Estado na Europa que fez tudo o que era possível para ajudar a Grécia” em 2015, um ano em que a Grécia teve um pé fora da zona euro. Essa “ajuda” de Macron, que era na altura ministro da Economia de François Hollande, surgiu num contexto em que “a troika de credores da Grécia e o governo de Berlim estrangulavam todas as tentativas por parte do nosso governo de esquerda para libertar a Grécia da prisão da dívida”.

A minha promessa ao Emmanuel é esta: vou mobilizar-me totalmente para o ajudar a vencer Le Pen, e vou contribuir com as minhas forças quando – e se – como Presidente, tentar continuar a aplicar um neoliberalismo que já se comprovou ser um falhanço”.

Numa análise ao programa de Macron, Varoufakis critica o que considera serem medidas de desregulação do mercado de trabalho e de descida dos impostos sobre as grandes fortunas. Mas, apesar disso, é em Macron que os franceses devem votar, defende Varoufakis e o Movimento para a Democracia na Europa (DiEM25), lançado por Varoufakis em 2015.

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