Merrick Garland, um dos nomes apontados para diretor do FBI, recusou a proposta. Garland, juiz federal americano, tinha sido apontado pelo republicano Mitch McConnell, senador de Kentucky, a Donald Trump, como possível sucessor de James Comey, o diretor do FBI despedido por Donald Trump.

Numa entrevista à Bloomberg Television, McConnell elogiou o juiz como “um profissional apolítico”. O senador acrescentou ainda que o antigo cargo de Comey deveria ser preenchido por alguém com ligações à aplicação das leis e sem envolvimento político. Por estas serem caraterísticas de Garland, McConnell defende que o juiz “iria servir bem o país” através de uma “abordagem mais bipartidária”.

A recusa de Garland foi justificada por duas fontes em declarações à agência Reuters, em condição de anonimato que asseguram que Garland terá dito que “ama o seu trabalho e não está interessado em deixar o jurídico” pelo cargo de diretor do FBI.

No ano passado, o próprio McConnell manifestou-se contra a nomeação de Garland para juiz no Supremo Tribunal dos Estados Unidos. Mas Garland acabou por ser nomeado em março pelo presidente Barack Obama, cargo que ocupou até janeiro deste ano. Garland já tinha sido duas vezes nomeado por Obama para o Supremo Tribunal, mas nunca conseguiu o lugar.

Merrick Garland, de 64 anos, não quer abdicar da sua profissão para ocupar o cargo de diretor do FBI nos próximos dez anos. Foi funcionário do Departamento de Justiça do presidente Bill Clinton, na década de 90.

Garland foi responsável por dois dos maiores casos de terrorismo nos Estados Unidos, no final do século passado. Um deles foi o julgamento de Ted Kaczynski, responsável por uma série de ataques bombistas, entre 1978 e 1995, que mataram três pessoas e feriram 23. O outro foi a acusação de Timothy McVeigh que bombardeou o edifício federal em Oklahoma City em 1995, do qual resultaram 168 vítimas mortais.

No passado dia 9 de maio, Donald Trump demitiu o então diretor do FBI, James Comey, que estava a investigar as alegadas influências da Rússia nas eleições presidenciais dos Estados Unidos.

Para preencher o seu lugar vazio existem pelo menos uma dezena de candidatos. O número é incerto. Os primeiros quatro candidatos foram entrevistados no passado sábado pelo procurador-geral, Jeff Sessions. Donald Trump quer que a nomeação seja feita rapidamente, até ao final desta semana.