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Não haverá mais "mulheres do pódio" na Volta a Espanha

Este artigo tem mais de 3 anos

A discussão sobre a igualdade de género levou a organização da Volta a Espanha a acabar com a tradição de ter modelos no pódio a entregar os prémios aos vencedores. Beijinhos também acabam.

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O debate sobre o sexismo em provas desportivas surgiu em A conversa surgiu em 2013, quando o ciclista Peter Sagan, na Tour de Flandres, tentou agarrar uma das meninas do pódio

Getty Images

O debate sobre o sexismo em provas desportivas surgiu em A conversa surgiu em 2013, quando o ciclista Peter Sagan, na Tour de Flandres, tentou agarrar uma das meninas do pódio

Getty Images

As reinvidicações pela igualdade de género motivaram a organização da Volta a Espanha a alterar o seu protocolo, mudando a tradição de serem mulheres atraentes em trajes menores a entregar os prémios aos ciclistas que chegam ao pódio da prova e o respetivo beijinho.

Em vez disso, equipas masculinas e femininas realizarão a cerimónia de entrega de prémios vestidos de “forma elegante”, segundo o diretor da Unipublic, organizadora da Volta a Espanha, citado pelo The Telegraph.

Estamos cientes do debate social que a presença de “modelos” no pódio tem gerado, nos últimos meses”, disse Javier Guillén.

Este debate referido por Guillén surgiu em 2013, quando o ciclista Peter Sagan, no Tour de Flandres, tentou agarrar uma das meninas do pódio, enquanto esta o cumprimentava.

No início deste ano, também a direção do Tour Down Under, na Austrália, decidiu deixar de ter modelos femininas no pódio, por considerar que a sua presença na prova incita a práticas sexistas e degradantes para as mulheres. O exemplo foi seguido naquele país por outras competições de automobilismo.

Também as Voltas a Valência e à Catalunha não contaram, pela primeira vez, com as chamadas “podium girls”. Em vez destas figuras femininas foram crianças e jovens atletas que entregaram os prémios aos vencedores.

Ainda estamos a trabalhar nas mudanças”, afirmou Guillén.

O responsável não descartou a hipótese de contar com a presença de mulheres acompanhadas por outros auxiliares masculinos. Mas, disse que era pouco provável que estas medidas fossem adotadas na Volta a França, já que naquele país não existe este debate sobre o sexismo nas provas desportivas.

O ciclista Mikel Landa foi o que demonstrou maior interesse em acabar com esta tradição.

As anfitriãs dos pódios são tratadas como objetos, são subvalorizadas. Aqui é um hábito enraizado e ninguém se atreve a dar este passo, mas temos de admitir que escolher as mulheres pela sua beleza e metê-las em cima de pódios, não é a melhor imagem que se pode passar delas”, disse ao jornal El Correo, citado pelo El Mundo.

A Volta a Espanha começa no dia 19 de agosto.

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