A Audi quer fazer rapidamente o shift para os automóveis eléctricos, mercado que, segundo diversas previsões, promete dominar as vendas em diversos países nos próximos anos. Será com esse intuito que, avança a agência Reuters, esta marca premium do Grupo Volkswagen planeia reduzir os seus custos em 10 mil milhões de euros até 2022, obtendo assim o necessário financiamento à electrificação.

O “programa eléctrico” da casa de Ingolstadt arrancará com a introdução do e-tron quattro e do e-tron Sportback, mas a Audi tem na manga mais três modelos eléctricos para os próximos anos. A electrificação não deverá apontar para propostas mais acessíveis – caso do A3, por exemplo –, antes apostando mais em SUV, coupés ou sedans mais luxuosos.

O pontapé de saída caberá ao Audi e-tron quattro, que chegará em 2018 com potências entre 430 cv e 500 cv, bem como com um autonomia de cerca de 500 km e três motores eléctricos a bordo (um à frente e dois atrás).

Para o corte de custos muito contribuirá a introdução de uma nova plataforma compartilhada com a Porsche, o que não só aumenta as sinergias, como reduz a factura associada ao desenvolvimento e produção. Para a Audi, a plataforma do Porsche Mission E será fundamental para seus modelos eléctricos, assim como a MLB devidamente electrificada.

No entanto, apesar dos objectivos severos em termos de redução de custos, fontes próximas da marca confirmaram à Reuters que a Audi pretende manter a sua margem de lucro operacional em, pelo menos, 8% ao ano. No primeiro semestre de 2017, situou-se nos 8,9% (valor que pode ser considerado muito interessante para a indústria automóvel).