O terrorista Mohamed Houli Chemlal — um dos dois detidos por suspeitas de ligação aos ataques na Catalunha que ficaram em prisão preventiva sem fiança — pediu “perdão” e mostrou-se “arrependido”, conta o El País. O terrorista fez estas declarações já na prisão diante do juiz Fernando Andreu, que lidera as investigações aos ataques terroristas na Catalunha e que o ouviu em tribunal.

Mohamed Houli Chemlal, de 21 anos, foi ouvido esta terça-feira juntamente com outros três suspeitos detidos. Na audição, Chemlal foi o único dos quatro a fazer revelações acerca da intenção inicial da célula terrorista que planeou os ataques na Catalunha: atacar “monumentos e igrejas como, por exemplo, a Sagrada Família.

Chemlal ficou ferido durante a explosão na casa de Alcanar, onde a célula escondia o material para fazer, de acordo com as autoridades espanholas, um ataque terrorista de maior dimensão em Barcelona. Foi detido no hospital de Tortosa, a cerca de 40 quilómetros da casa, onde tinha sido internado na sequência dos ferimentos.

Alcanar. A explosão que está no epicentro da investigação ao ataque de Barcelona

Driss Oukabir, irmão de Moussa Oukabir — um dos cinco terroristas abatidos em Cambrils — também ficou em prisão preventiva sem fiança. Mohamed Aallaa, irmão de Sadi Aallaa — outro terrorista abatido em Cambrils — ficou em liberdade condicional. Salah El Karib, detido em Ripoll, continuará detido por 72 horas sob custódia policial.

Driss Oukabir também fez algumas revelações durante a audição. O terrorista admitiu que foi ele quem alugou a carrinha usada para o ataque em Barcelona porque pensava que seria usada para fazer mudanças — uma versão diferente daquela que tinha apresentado à polícia, no dia do ataque.

Barcelona. Um dos quatro detidos saiu em liberdade, dois ficaram em prisão preventiva

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR