O irlandês Conor McGregor saiu derrotado do confronto de boxe que foi promovido como “o combate do século” — como já tinha sido “o combate do século” o que opôs Manny Pacquiao e (o mesmo) Floyd Mayweather, em 2015. Apesar da derrota, porém, na conta bancária de McGregor não caíram menos de 100 milhões de dólares (84 milhões de euros). Daí que o irlandês tenha decidido dar uma festa de arromba em Las Vegas. E pagou a conta: o equivalente a 84 mil euros.

A festa num clube de Las Vegas — onde, segundo o britânico Daily Mirror, se vendem garrafas de champanhe que custam mais de 100 mil euros — juntou mais de dois mil fãs do pugilista irlandês. As imagens da festa quase levam a crer que McGregor teria vencido o norte-americano “Money” Mayweather.

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O combate “não correu como nós esperávamos mas, mesmo assim, vamos festejar como se tivesse corrido”, gritou McGregor, ao microfone, abrindo as hostes na festa que duraria até à manhã de domingo.

Quem estava na plateia pagou bilhete — e os bilhetes esgotaram. McGregor, coberto pela bandeira irlandesa, foi recebido como um herói quando chegou, quase às três da manhã, poucas horas depois de ser derrotado por Mayweather por KO técnico, ao fim de 10 assaltos. À exceção de um olho negro e algumas inflamações, não havia muitos mais sinais de que aquele irlandês, de 29 anos, tinha acabado de sair de um ringue em que enfrentou o boxeur que se reformou após uma carreira de 50 vitórias.

A beneficiar da promoção internacional que o combate recebeu, McGregor terá recebido 30 milhões de dólares só em valor relacionado com o resultado do combate — esse valor terá sido multiplicado graças a outras ações de promoção e publicidade, tendo o combate como pano de fundo. Ainda assim, 30 milhões é dez vezes mais aquilo que McGregor algum dia ganhou só por um combate, mesmo aqueles em que venceu.

A diferença é que, nas palavras do próprio McGregor, na UFC McGregor tem de sofrer “joelhadas na cabeça”, ao passo que o boxe causa muito menores sequelas físicas — e por um pagamento várias vezes superior. Daí que o irlandês tenha manifestado abertura para continuar a combater nos ringues do boxe, nos EUA, ao mesmo tempo que está a investir na sua marca — uma linha de vestuário e uma marca de whisky já estão lançadas.