Turismo

Contra a “Disneyficação”. Amesterdão planeia aumento das taxas para os turistas

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A cidade de Amesterdão quer aumentar as taxas pagas pelos turistas em até 10 euros por noite, para "reconquistar" a cidade àqueles que vão passar uns dias a Amesterdão fazendo poucos gastos.

Getty Images/iStockphoto

“Preferíamos que as pessoas ficassem algumas noites, visitassem museus e comessem fartas refeições nos restaurantes. Mas a maior parte das pessoas vem para cá, passa só o fim de semana e come falafel enquanto passeia pelo Red Light District“. É contra esta “Disneyficação” de Amesterdão, assim descrita por um responsável municipal com pelouro das finanças, Udo Kock, que a cidade holandesa planeia aumentar as taxas pagas pelos turistas em até 10 euros por noite, noticia o The Guardian.

Amesterdão é uma das cidades, a par de outras como Barcelona, onde tem havido mais manifestações contra o impacto negativo do turismo no dia a dia dos residentes. Em 2016, cerca de 17 milhões de pessoas visitaram a cidade, onde vivem 850 mil pessoas, mais 12 milhões de pessoas do que há cinco anos. Nos próximos anos, o número de visitantes deverá saltar para os 23 milhões.

Para tentar travar a aceleração desta tendência, houve várias medidas nos últimos anos como uma moratória na construção de novos hotéis e uma campanha para incentivar os turistas a não se ficarem pelo centro da cidade — ainda assim, as manifestações contra esta “Disneyficação” sucedem-se.

“Precisamos de mais pessoas que efetivamente gastem dinheiro na cidade”, afirmou Udo Kock, numa entrevista a um jornal holandês, o Het Parool. Em cima da mesa está uma proposta para introduzir um sistema de duplo imposto — em que se paga até 10 euros além de uma percentagem do valor do hotel. A ideia, em parte, é investir na limpeza da cidade e na contratação de mais polícias, para evitar que Amesterdão “se transforme na Veneza do norte”, dizem alguns políticos locais.

Os gestores de hotéis da cidade não acreditam que o aumento das taxas sobre os turistas vá ter qualquer impacto sobre as visitas que a cidade recebe — “é só para ganhar dinheiro”, diz um hoteleiro local. Mas a realidade é que boa parte dos turistas não vai para os hotéis tradicionais mas, sim, para alojamento local via plataformas como o Airbnb. Sob pressão, a empresa chegou a acordo no ano passado para eliminar do site todas as casas que fossem alugadas mais de 60 dias por ano e foi, também, criada uma funcionalidade para os vizinhos poderem queixar-se de turistas ruidosos.

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