O banco que controla o BPI, que mudou a sede societária para fora da Catalunha, reconheceu esta terça-feira que os dias que se seguiram ao referendo de 1 de outubro foram de muito “nervosismo” entre alguns clientes. O CaixaBank perdeu depósitos, num movimento que não foi quantificado mas que o banco chama de “moderadamente negativo” — entretanto, garantem os responsáveis do banco, essa perda de depósitos já foi recuperada com a mudança da sede para Valencia.

O CaixaBank apresentou esta manhã os melhores resultados trimestrais de sempre — lucros de quase 1.500 milhões nos nove meses até final de setembro — mas no relatório de contas não havia nem uma palavra sobre a crise catalã e um eventual impacto sobre a liquidez do banco. O balanço dava conta de uma subida dos depósitos no último trimestre, mas esse período só ia até ao final de setembro. O pior veio depois, com o referendo de 1 de outubro, confirmou esta terça-feira o presidente-executivo, Gonzalo Gortázar, citado pela Reuters.

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Na conferência de imprensa de apresentação dos resultados, Gortázar confirmou a tese de que a crise catalã tinha tido um impacto negativo sobre os depósitos no CaixaBank. O responsável falou de “nervosismo” entre os clientes, com a perspetiva de a Catalunha poder deixar de ser parte de Espanha e os depósitos perderem a proteção associada à pertença à jurisdição não só do Estado espanhol mas, também, do Banco Central Europeu (BCE).

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O presidente do CaixaBank desmentiu o número avançado na semana passada pelo El Confidencial e que adiantava que tinham sido perdidos seis mil milhões de euros em depósitos. Isto só na semana seguinte ao referendo. Gortázar garantiu que este número não é correto mas não deu outro — limitou-se a dizer que houve um impacto “moderadamente negativo” para o banco, que no final de setembro tinha mais de 350 mil milhões em recursos de clientes.

Segundo estimativas da associação Círculo de Economia, já houve cerca de 1.300 pequenas e médias empresas (além de todos os bancos e empresas cotadas na bolsa espanhola) a retirar a sede societária e/ou sede fiscal para fora da Catalunha.

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