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JSD exige que ministro esclareça suspensão de alunos que denunciaram má comida

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A juventude partidária do PSD vai pedir "esclarecimentos" ao ministro da Educação sobre suspensão de alunas que denunciaram má qualidade da comida nas escolas já na próxima audição.

Diana Quintela

A JSD vai pedir “explicações urgentes” ao ministro da Educação sobre os alunos que estão a ser repreendidos ou punidos por diretores por tirarem fotografias a refeições mal confecionadas nas escolas. O líder da JSD e deputado, Simão Ribeiro, revela ao Observador que “os deputados da JSD na próxima quarta-feira, na audição no âmbito do Orçamento do Estado, ao ministro da Educação” vão aproveitar a situação para “exigir explicações urgentes” e também para que Tiago Brandão Rodrigues esclareça se vai compactuar com o “ataque à liberdade de expressão” dos diretores que suspenderam os alunos.

Simão Ribeiro entende que esta atitude é “no mínimo uma interpretação abusiva do que é o estatuto do aluno” e lembra ao Ministério da Educação que “o tempo da falta de liberdade de expressão e da censura terminou há muito tempo“. A JSD, defende o seu presidente, “espera que esta não seja uma atitude [a suspensão de duas alunas que divulgaram fotografias nas redes sociais] com que o senhor ministro da Educação compactue e que não resulte em pressões aos diretores de agrupamento para que a falta gritante de qualidade nas refeições de algumas das cantinas escolares não seja tornada pública“.

O líder da JSD recorda que “há muito que o grupo parlamentar do PSD e a JSD vêm denunciando aquilo que é uma cultura de cortes permanentes encapuçados sob a forma de cativações e que têm resultado num degradar do serviço de muitas escolas, nomeadamente na falta de assistentes operacionais”. Quanto ao caso em específico, Simão Ribeiro considera que “este é mais um lamentável caso em que a falta de investimento na educação se traduz numa má qualidade do serviço prestado aos estudantes“.

A JSD espera, assim, que “a conduta do ministro seja a de exigir um reforço orçamental para a área da educação e melhoria, por consequência, dos serviços prestados aos estudantes, e não seja uma conduta que compactue com o castrar da liberdade de expressão dos estudantes e de silenciar as más condições do serviço que é mal prestado aos estudantes”.

Simão Ribeiro recorda que, “no caso das filmagens de atos de bullying nas escolas”, o artigo do estatuto do aluno que suspende os estudantes “nunca foi aplicado”, pelo que a JSD estranha “o comportamento adotado pelas escolas neste caso”, daí que exija “esclarecimentos urgentes do senhor ministro da Educação”.

Depois das fotografias que exibiram pratos com pouca comida, coxas de frango mal cozinhadas, rissóis congelados, e, mais recentemente, lagartas a passear num prato, foi noticiado que diretores de escolas estão a repreender ou a punir alunos que têm fotografado e a divulgado as imagens dos alimentos servidos nos refeitórios.

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