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João Galamba ataca jornais que o citaram sobre a Raríssimas

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Porta-voz do PS explicou-se no Facebook, acusando o Observador e o Jornal Económico, que reproduziram as suas declarações ao Canal Q sobre o papel dos tesoureiros, de não serem sérios.

TIAGO PETINGA/LUSA

O deputado e porta-voz do PS colocou este domingo um post no Facebook em que fala sobre a “onda de indignação” que se seguiu às suas declarações no Canal Q, sobre os tesoureiros da Raríssimas, e acusa o Observador e o Jornal Económico de não serem “sérios” e de terem reportado as suas declarações de uma forma que seria “cómica” se não fosse “triste”.

A discussão não era sobre as culpas da presidente da Raríssimas, que todos assumimos como provadas e evidentes, mas sim quem tinha a responsabilidade de as identificar e controlar. Era essa a discussão, não outra. E eu limitei-me a dizer que o Tesoureiro, que lá esteve de 2010 a 2016 e era membro da direção, não reportou nada, não fez constar nada das contas, não alertou o conselho fiscal e não alertou a assembleia geral. E a responsabilidade da contas é, em grande medida, do tesoureiro, que, sendo da direção, as prepara e, juntamente com a presidente, as assina. Quando digo “há aqui uma falha e é do denunciador” estou a falar da falha em controlar a gestão da presidente, não a dizer que o tesoureiro é que é o culpado de tudo, muito menos a desresponsabilizar a presidente da Raríssimas. As notícias do [Jornal] Económico e do Observador não são sérias porque põem aquela frase “há aqui uma falha e é do denunciador” sem referir o contexto e a discussão onde ela foi proferida.

Na sexta-feira, o Observador escreveu um artigo com base nas declarações de João Galamba no programa “Sem Moderação”, transmitido pelo Canal Q e pela TSF. No espaço de opinião que partilha com Daniel Oliveira, José Eduardo Martins e Francisco Mendes da Silva, Galamba afirmou que “há uma falha aqui, que é dos denunciadores à TVI”.

João Galamba defende que as notícias se baseiam em “declarações minhas [de Galamba] que não respondem à realidade”. O deputado do PS não terá lido bem o artigo do Observador. Na notícia original, escrita na manhã de sexta-feira, escrevia-se expressamente que “o deputado do PS apontou falhas à gestão de Paula Brito e Costa” e que o porta-voz do PS também criticou a presidente da associação, como muitas outras figuras têm feito.

Mas não se ignorava na notícia as acusações do porta-voz do PS aos tesoureiros que, depois de denunciarem a situação ao ministério de Vieira da Silva, contaram a história à TVI. Até porque essas acusações se prolongaram por mais de dois minutos.

Há uma falha aqui, que é dos denunciadores à TVI. Tendo essa informação, deveria ter sido o de sinalizar nas contas da instituição e os órgãos internos da Raríssimas, sim é que têm o dever de fiscalização do normal funcionamento do dia a dia da instituição.”

Aliás, a dada altura João Galamba vai mais longe: “Eu acho que o comportamento do tesoureiro que forneceu essa informação à TVI é que tem que ser rapidamente investigado”. Perante esta afirmação do deputado socialista, o seu colega de programa, o social-democrata José Eduardo Martins, afirma: “Isso vai sem comentário, se tu achas isso eu nem comento”. Mais à frente, João Galamba insistiu: “A haver aqui alguma responsabilidade, é em primeiro lugar desse tesoureiro”.

[Reveja no vídeo as declarações de João Galamba a apontar o dedo ao denunciador]

E veja aqui o programa completo:

[Artigo editado às 9h00 de dia 18]

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