O Governo lançou no final do ano passado um concurso público para aluguer, por três anos, de 50 meios aéreos de combate a incêndios, mas apenas deverá conseguir a contratação de dez helicópteros, escreve este sábado o jornal Público.

Segundo o jornal, que cita o relatório preliminar do concurso, a maioria das empresas que se apresentaram foram excluídas pelo júri, restando apenas a empresa Helibravo, para o aluguer de dez helicópteros ligeiros.

O Governo pretendia gastar 60 milhões de euros com a adjudicação de 50 meios aéreos, entre aviões e helicópteros, mas só deverá conseguir contratar os dez helicópteros da Helibravo por 10,715 milhões, adianta o Público. O presidente de uma das empresas excluídas no lote dos helicópteros ligeiros, a Heliportugal, diz que irá protestar, já que o preço apresentado era mais baixo do que o da Helibravo, tendo sido excluída por não ter comprovado que as aeronaves cumpriam um requisito técnico.

Nos outros lotes, o Governo ficou mesmo sem alternativas. Eram pretendidos mais 27 helicópteros ligeiros, quatro aviões Canadair, seis aviões anfíbios Fireboss, um avião bimotor de observação e um helicóptero ligeiro para a região autónoma da Madeira.

De acordo com o Público, o Ministério da Administração Interna, liderado pelo ministro Eduardo Cabrita, terá de fazer ajustes diretos para garantir os meios aéreos a tempo da época crítica de incêndios de 2018.

Citando fontes ligadas ao setor, o jornal escreve que o concurso era “desequilibrado” uma vez que exigia muitos deveres e dava poucos direitos às empresas que se apresentassem, tendo inclusivamente uma empresa — a Agro-Montiar, que concorreu ao aluguer de aviões anfíbios — sido excluída por não utilizar um gel retardante de combate ao fogo não comercializado em Portugal.

As empresas têm agora cinco dias para se pronunciar sobre o relatório.

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