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Moda Lisboa

Às compras na ModaLisboa: 10 marcas portuguesas que tem de conhecer

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A ModaLisboa começa sexta-feira, no Pavilhão Carlos Lopes. Além dos desfiles, há 18 marcas portuguesas para conhecer. Do vestuário à joalharia, escolhemos os destaques de mais um Wonder Room.

Durante três dias, o Wonder Room é a montra de 18 marcas portuguesas, na 50ª edição da ModaLisboa. Escolhemos as nossas 10 favoritas.

Luís Sustelo

Nem só de desfiles é feito o calendário da 50ª edição da ModaLisboa, que arranca já nesta sexta-feira, no Pavilhão Carlos Lopes. Para fazer cumprir a tradição, o maior evento de moda da capital dá a 18 marcas portuguesas a possibilidade de mostrarem as novidades para a próxima estação no Wonder Room. O formato é o de loja temporária, onde, mais do que ficar “a ver as modas”, pode puxar da carteira e fazer compras.

ModaLisboa

Nome: Wonder Room
Morada: junto ao Pavilhão Carlos Lopes, no Parque Eduardo VII, em Lisboa
Horário: 9, 10 e 11 de março; sexta-feira das 16h às 21h e sábado e domingo das 14h às 21h.

Entre roupa, acessórios e joias, vai encontrar muito design de autor e muita criatividade ao serviço do ambiente. Prepare-se para ir às compras (a entrada é livre) e fique de olho naquelas que são as nossas 10 apostas para o fim-de-semana.

Envelope

Esta é uma daquelas marcas que resulta de uma mudança de vida. Ou será a mudança de vida uma consequência da Envelope? Bem, o melhor é perguntar a Carla Soveral que, durante quase 20 anos, trabalhou nos bastidores da moda em Portugal. Depois da comunicação, do styling, da produção de eventos e de até ter sido florista, apostou todas as fichas numa marca de acessórios feitos à mão. Carla não inventou a pólvora, só juntou cores e padrões e meteu mãos à obra. Clutch, purse e mini purse — os tamanhos são só três e as cores são 10, se bem que a surpresa está lá dentro, com 10 padrões escolhidos a dedo. Alguns dos forros resultam de fotografias de arranjos florais feitos por Carla (prova de que nunca nada está a mais num currículo), trabalho que a criadora quer intensificar nos próximos lançamentos. Embora a Envelope exista desde 2015, só no início deste ano é que chegou a primeira coleção propriamente dita. Chama-se Bloom e é tudo o que o nome promete.

Protea, um dos padrões da Envelope © Horácio Rodrigues

Antiflop

E se um lenço de seda deixasse de ser só um lenço de seda para se parecer com uma obra de arte? Foi este o ponto de partida de Teresa Bacalhau para criar a Antiflop, em 2015. Em primeiro lugar, porque os lenços são um acessório bem mais essencial do que pensamos, em segundo, para quê andar às voltas a tentar criar estampados inéditos se existe todo um universo de pinturas e serigrafias para levar para dentro do guarda-roupa? Com obras de Amadeo de Souza-Cardoso, José de Guimarães, João Feijó, Nadir Afonso e Sofia Areal, estes lenços ganham outra vida, sem se perderem enquanto acessórios de moda. Mas as obras dos mestres impressas digitalmente são só uma parte do catálogo. A marca também desenvolve grafismos exclusivos, da estética que puxa à arte urbana às figuras de bonecas antigas, um dos nossos favoritos. A última coleção traz a famosa calçada portuguesa. O estampado é realista, mas o toque é leve e suave. Afinal, é seda.

Lenço em seda Antiflop com pintura de Sofia Areal © Dovulgação

Elizb’Hats x Carol From Lisbon

Em 2015, Elizabete Gonçalves fundou o seu próprio estúdio de chapelaria em Lisboa. Mas estes não são uns chapéus quaisquer. A Elizab’Hats trabalha em composições de tecidos para dar um toque artístico às suas peças, toque esse que até já convenceu a própria Madonna a usar um destes. Enquanto isso, Carol From Lisbon mistura design e ilustração e prepara-se para lançar uma linha de moda sustentável, a Blast From The Past. As duas criativas juntaram-se no início deste ano e apresentam agora uma coleção de acessórios de streetwear. A primeira deu a forma, a segunda deu o traço e o resultado está à vista.

A colaboração Elizab’Hats x Carol From Lisbon © Divulgação

Cristina Real

Depois de já ter desfilado na passerelle da ModaLisboa, a designer regressa, desta vez no formato de loja pop up. O corte é a figura central nas criações de Cristina Real, que vai apresentar a última coleção, inspirada na obra de David Hockney. Simplicidade e detalhe são as palavras-chave para descrever as propostas de moda feminina da designer.

No Wonder Room, Cristina Real vai apresentar a sua última coleção © Luís Sustelo

Daniela.

Pois é, estes tecidos de hoje nem sempre são de fiar e Daniela Duarte resolveu o assunto criando uma marca de roupa que utiliza têxteis de outras épocas. Ponto final, não se fala mais nisso. A Daniela. (Ponto Final) nasceu em 2010 e está longe de ser uma estreante no Wonder Room da ModaLisboa. Com atelier no Porto, a marca volta a fazer as malas e lá dentro traz aquela que é a sua peça estrela, a camisa. Combinando tecidos improváveis, como flores e bolinhas, a criadora chega a peças realmente especiais e, muitas vezes, unissexo. Além da versatilidade e da produção limitada, a marca ainda marca pontos com o reaproveitamento de tecidos. Numa das indústrias mais poluentes do mundo, Daniela redime-se reduzindo a pegada ecológica da moda.

Uma amostra da nova coleção de camisas da Daniela. © Divulgação

Dandy Block

A amostra não estaria completa sem uma boa dose de streetwear. Esta chega pela mão da Dandy Block, uma marca lisboeta cheia de atitude. Hoodies, sweatshirts, t-shirts e track jackets são as peças dos cavalheiros do século XXI. Embora a marca esteja de olhos postos no vestuário masculino, não temos dúvida de que também as mulheres cobiçam estes looks descontraídos.

Bem que lhe dissemos que estas peças são cheias de personalidade © Divulgação

Insane in the Rain

Não se deixe enganar pelas campanhas em inglês, nem pelos preços em libras. Hannah Edwards, a criadora da Insane in the Rain mudou-se para Lisboa (diz que se apaixonou pela cidade, como nos habituámos a ouvir) e já conta com ajuda portuguesa no design das peças. Além disso, esta é a marca mais amiga do ambiente a passar por esta edição do Wonder Room. Porquê? Porque estes casacos impermeáveis são feitos em RPET, um material proveniente de garrafas de plástico. O lixo é assim reconvertido em tecido e um único casaco pode conter o plástico de 23 garrafas. A isto junte uma mão cheia de padrões com piada. A marca está quase a fazer um ano e esta é uma bela oportunidade para ver estes casacos ao vivo e a cores (e eles têm muitas). Não são só para gente crescida, há versões mínimas que podem ser vestidas a partir do primeiro ano de idade. Por enquanto, os ditos casacos continuam a ser feitos em Taiwan, onde os desperdícios de plástico são convertidos em matéria têxtil, se bem que a criadora já admitiu a possibilidade de passar a produção para Portugal na próxima estação.

Os impermeáveis para toda a família da Insane In The Rain © Divulgação

Joana Ribeiro

Joana Ribeiro, outra mulher do norte, dedica-se à joalharia há oito anos e desde o primeiro dia que a natureza é a sua musa inspiradora. A partir de folhas e sementes, dá forma a peças em prata, com banho de ouro e por vezes com acabamentos em tinta. Neste último caso, o resultado é ligeiramente diferente das joias que estamos habituados a ver. Enquanto algumas peças conservam o ar bruto dos moldes recolhidos na rua, outras surgem com acabamentos mais sofisticados.

Nem só de ouro e prata são feitas as joias de Joana Ribeiro © Divulgação

Flausinas

Lembra-se da Flausinas, os vestidos que se vendem às metades? Pois é, além de ter aberto uma loja em Lisboa, na Baixa, e de se ter preparado para o inverno com modelos em lã, a marca vai passar pela loja temporária da ModaLisboa, pretexto ideal para passar por lá e abrir e fechar uns quantos fechos para testar as suas combinações favoritas. O engenho de Inês Risques foi também aplicado a tops (que sempre ficam mais em conta) e as riscas de verão deram lugar outros padrões geométricos.

Os vestidos de inverno da Flausinas © Divulgação

Tiago Loureiro

O designer aproveita a sua passagem pelo Wonder Room para dar um cheirinho da coleção para o próximo outono, “Nothing To Tell”. Depois de cinco estações à frente da marca Banda, Tiago Loureiro apresenta-se em nome individual, renuncia às tendências e aposta numa linguagem própria. Curioso? Ele vai estar ao dispor durante os três dias.

Na última edição da ModaLisboa, as modelos deram forma às peças de Tiago Loureiro © Divulgação

Nome: Wonder Room
Morada: junto ao Pavilhão Carlos Lopes, no Parque Eduardo VII, Lisboa
Horário: Dias 9, 10 e 11 de março; sexta-feira das 16h às 21h e sábado e domingo das 14h às 21h.

Texto atualizado no dia 8 de março, às 13h02, com mais informações sobre a marca Insane in the Rain.

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