O Governo português repudiou e condenou esta sexta-feira, “de forma veemente”, o ataque terrorista que ocorreu no sul de França, que causou três vítimas mortais, além do próprio atacante, e 16 outros feridos, entre eles um português.

O executivo “repudia e condena de forma veemente o ataque terrorista hoje ocorrido no sul de França, do qual resultaram três mortes confirmadas”, indica uma nota divulgada pelo gabinete do ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros lamenta profundamente a perda de vidas humanas inocentes e apresenta as suas condolências às famílias das vítimas, bem como faz votos de rápida recuperação aos feridos, reiterando a sua solidariedade para com o povo francês”, salienta a mesma nota.

Os ataques em Carcassonne e Trèbes, no sul de França, fizeram três mortos, além do próprio atacante, e 16 feridos, entre os quais um português em estado grave. Entre os feridos graves figura um oficial da polícia local que tomou o lugar de uma refém. Há ainda dois feridos ligeiros, um deles um polícia ferido a tiro numa perna durante o assalto final.

[Veja no vídeo como um militar salvou os reféns e se tornou no novo herói de França]

Segundo o mais recente balanço provisório oficial, citado na imprensa, os mortos são o passageiro do automóvel que o atacante roubou em Carcassonne, duas pessoas feitas reféns no supermercado Super U de Trèbes e ainda o próprio atacante, morto durante o assalto policial.

Redouane Lakdim, 26 anos, sequestrou trabalhadores e clientes num supermercado de Trèbes, afirmando agir em nome do grupo extremista Estado Islâmico. Antes, o atacante roubou um automóvel em Carcassonne, matando um passageiro e ferindo o motorista português, e, no caminho para Trèbes, disparou seis tiros contra um grupo de quatro polícias, ferindo um deles, sem gravidade, segundo fontes próximas da investigação.

Este ataque, considera o governo português, “vem juntar-se a uma longa lista de ações reivindicadas ou inspiradas pelo autoproclamado Estado Islâmico, Daesh [acrónimo árabe que designa o grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico], em França. E demonstra, uma vez mais, a importância de reforçar a cooperação na forma de prevenir e combater o terrorismo“.

Nesse contexto, o Governo Português mantém e reforça o seu apoio à República Francesa na luta contra o terrorismo sob todas as suas formas, apoiando a prossecução das necessárias ações, em diferentes níveis (internacional, europeu e bilateral), de prevenção e repressão de atos terroristas, na defesa da liberdade e da tolerância, valores que fundam as nossas sociedades”, conclui.

A Embaixada e os consulados portugueses em França estão a acompanhar a situação, em coordenação com as autoridades francesas, salienta ainda a nota.