A Comissão de Federal do Comércio (FCT, sigla em inglês) confirmou esta segunda-feira que está a investigar o Facebook depois da polémica com a Cambridge Analytica, que terá usado os dados de 50 milhões de perfis na rede social para ajudar a eleger Donald Trump. “Hoje [segunda-feira] a FCT confirma que abriu uma investigação sobre estas práticas.” Em 2011 a instituição e o Facebook tinham estabelecido um acordo no qual a rede social deveria notificar os utilizadores e receber a respetiva permissão antes de fazer qualquer partilha de dados pessoais que fosse além das definições de privacidade estabelecidas. Se a investigação da FCT confirmar que o Facebook violou esta lei a multa pode chegar aos 40.000 dólares (cerca de 32.300) por cada caso. O diretor do Gabinete de Proteção do Consumidor da FTC disse que a instituição “está determinada a usar todos os meios que tem para proteger a privacidade dos consumidores”

A denúncia de que a Cambridge Analytica acedia a dados de utilizadores do Facebook através de uma app, como o nome thisisyourdigitallife, foi conhecida na semana passada e fez com que as políticas de privacidade do Facebook fosse questionadas pelo Congresso norte-americano, pelo Parlamento britânico, utilizadores e acionistas, tendo até o  valor das ações da rede social caído 6% esta segunda-feira.

Mas não é só no mercado da bolsa que a empresa de Mark Zuckerberg está a sentir as consequências desta polémica. Logo no momento em que se soube que a Cambridge Analytica tinha usado os dados de milhões de utilizadores surgiu um movimento intitulado ##deletefacebook (apaguem o Facebook), que ganhou ainda mais força depois de os fundadores do Whatsapp (Brian Acton) e da Tesla (Elon Musk) terem aderido.