O ‘Contact Center’ da Altice/Randstad na Covilhã, que foi inaugurado esta terça-feira, vai traduzir-se na criação de mais emprego no Interior e abrangerá pessoas com idades até aos 60 anos, frisaram as diferentes entidades que participaram na cerimónia.

“Desenganem-se aqueles que pensam que este tipo de iniciativas e que os ‘call center’ e os ‘contact center’ da Randstad e da Altice, como este que hoje aqui inauguramos, são apenas para os mais jovens. Estamos a falar de ‘contact centers’ que empregam pessoas nas mais diversas faixas etárias e que também aqui, no caso particular da Covilhã, chegam até aos 60 anos”, afirmou o presidente executivo da Altice Portugal, Alexandre Fonseca.

Este responsável destacou ainda que este é o 13.º ‘contact center’ que a parceria Altice /Randstad cria no interior do país, sendo que este fica instalado no Parkurbis — Parque de Ciência e Tecnologia da Covilhã, num espaço cedido por este município do distrito de Castelo Branco.

Segundo os dados divulgados, já estão ao serviço deste ‘contact center’ 100 pessoas, número que deverá chegar os 150, até final do ano, aumentando depois disso de forma gradual até 200 trabalhadores. Farão todos parte de um universo total de quase duas mil pessoas que trabalham nos ‘contact center’ da Altice/Randstad e das quais mais de metade são mulheres, sendo que uma grande maioria (78%) estava em situação de desemprego, como frisou o presidente da Altice.

Alexandre Fonseca destacou ainda o facto de todos estes empregos terem sido criados em territórios de baixa densidade: “É um exemplo concreto” da estratégia que esta empresa tem implementado em prol de um compromisso pelo desenvolvimento territorial do país e pelo combate à desertificação e das assimetrias do país.

Uma aposta que também foi reconhecida pelo presidente da Câmara da Covilhã, Vítor Pereira, que destacou a importância deste novo investimento no concelho, frisando que vem dar uma resposta muito importante para todos, mas principalmente para a faixa etária dos menos jovens e para o setor populacional que abrange ex-emigrantes, que também tiveram lugar entre os contratados.

É o caso de José Alberto Carriço Santos, 57 anos, que viveu em França entre os 10 e os 25 anos e que depois regressou ao país de origem. Teve vários empregos, mas estava há já algum tempo no desemprego. O domínio da língua francesa ditou que fosse chamado e recrutado para ser um dos trabalhadores do ‘contact center’ da Covilhã, no distrito de Castelo Branco.

“É uma oportunidade que vou agarrar com unhas e dentes”, disse à agência Lusa, acrescentando que até agora a maior dificuldade foi o domínio da informática. Para ultrapassar essa e outras questões, todos os trabalhadores tiveram formação prévia, conforme destacou o diretor da Randstad, José Miguel Leonardo, que também garantiu que esta empresa irá continuar a trabalhar para acrescentar valor ao país.

Um esforço que é partilhado pelo Governo, como apontou o secretário de Estado Adjunto e do Comércio, Paulo Alexandre Ferreira, sublinhando o facto de este investimento também resultar de uma parceria entre várias entidades e de promover uma valorização dos recursos humanos.

Lembrando que o interior deve ser visto como a nova centralidade do país, o governante também destacou o bom exemplo que a Covilhã dá em termos de produção de serviços tecnológicos e do contributo que tal significa ao nível das exportações.