Se durante o primeiro trimestre deste ano o Facebook viveu provavelmente a maior crise interna e mediática da sua história, financeiramente a empresa fundada por Mark Zuckerberg está cada vez melhor. Os resultados do primeiro trimestre do ano foram apresentados esta quarta-feira superaram as expetativas mais otimistas dos analistas, aponta o The Wall Street Journal: as receitas subiram quase 50% face aos primeiros três meses de 2017, para os 11,97 mil milhões de dólares (cerca de 9,84 mil milhões de euros), o lucro líquido cresceu 63%, ficando perto dos 5 mil milhões de dólares (cerca de 4,11 mil milhões de euros) e a rede social captou mais 70 milhões de utilizadores face ao final do ano passado.

A apresentação dos primeiros resultados trimestrais do ano ganhou especial relevo devido à polémica em que a empresa está envolvida. Em março, foi difundida a notícia de que a Cambridge Analytica, uma empresa britânica de análise de dados, acedeu a informação privada de 50 milhões de utilizadores da rede social para montar uma estratégia que influenciasse os eleitores de forma a ajudar à eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos.

Os efeitos da polémica incluíram notícias sobre a saída do chefe de segurança da empresa (ainda não confirmadas), audições de Mark Zuckerberg no Senado norte-americano, pedidos para a demissão de Zuckerberg como presidente e para o encerramento da rede social (através da hashtag #deletefacebook, muito utilizada em outras redes sociais) e uma revisão das políticas de privacidade da empresa.

Embora não seja um retrato totalmente fidedigno da reação dos anunciantes e dos utilizadores à revelação das brechas de segurança do Facebook, já que o acesso da Cambridge Analytica aos dados dos utilizadores da rede social foi apenas revelado em março deste ano, a empresa demonstrou esta quarta-feira que está a ter um bom início de ano.

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Além de um grande crescimento das receitas e lucros, a rede social aumentou o número de utilizadores em 70 milhões nos primeiros três meses do ano, passando de 2,13 mil milhões utilizadores no final de 2017 para 2,2 mil milhões no final de março.

Também os lucros por ação cresceram, com os acionistas da empresa a terem um lucro de 1,69 dólares por ação, quando há um ano o lucro atribuído aos acionistas era de apenas 1,04 dólares por ação.