Este foi apenas mais um sábado para Ricardinho. Um sábado como todos os outros: o Inter teve jogo (contra o Levante), ganhou (5-3), o internacional português tanto assistiu como marcou (neste caso, os dois primeiros golos que davam o 2-1 ao intervalo), o conjunto campeão europeu carimbou mais um objetivo (o topo da classificação na fase regular, assegurando vantagem do fator casa para o playoff) e o esquerdino falou na zona mista após a partida. A partir daqui, este foi um sábado diferente de todos os outros para Ricardinho.

“Existem 70% de hipóteses de deixar o Inter, no futsal não estamos habituados a ouvir falar de valores destes. Com verbas mais baixas nem me passaria pela cabeça sair porque estou no melhor clube do mundo, mas estamos a falar de números que nunca voltaremos a ouvir nesta modalidade. Há que valorizar isso, pensar bem, ver o que faz o clube, o que faço eu e a outra equipa”, começou por comentar sobre a alegada transferência para o Sporting no final da temporada. Ponto curioso? Acabou por falar mais da ex-equipa, o Benfica, do que na nova (a confirmar-se).

Se não podes vencê-lo, junta-te a ele: à terceira pode ser de vez e Ricardinho está a caminho do Sporting

“Quando se é profissional há que colocar isso de ser benfiquista de parte. Sempre demonstrei grande carinho e respeito por um clube onde estive e onde ganhei títulos. o que peço é que tenham para comigo esse carinho e esse respeito se eu tomar esta decisão. São decisões que têm de ser tomadas com calma. Isto não vem no melhor momento porque vamos ter o playoff e podemos continuar a fazer história neste clube. As pessoas do Benfica podem não estar contentes mas eu estou. É bom para mim e para o futsal, mas nada está decidido”, acrescentou.

A fratura da tíbia como lição, a finta AK-3000 como apresentação: o que faz Ricardinho ser o Mágico

Apesar deste discurso, em Alvalade são poucos ou nenhuns aqueles que acham que o negócio, que foi pensado e executado num lapso curtíssimo de dias após a derrota na final da UEFA Futsal Cup com o Inter pela segunda vez consecutiva, possa ainda falhar. Até pelos valores em causa: 1,5 milhões de euros de cláusula de rescisão, mais 1,25 milhões de salário por temporada num contrato de quatro anos. Quer o conjunto espanhol quer o próprio Benfica terão tentado abordar o melhor do mundo para evitar a transferência para o Sporting, mas não parecem existir muitas hipóteses para inviabilizar esse cenário do Mágico a jogar no Pavilhão João Rocha.

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