Clássicos

Pssst… quem terá dado 60 milhões por este Ferrari?

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Correm por aí sussurros acerca de uma transacção privada, daquelas não oficiais, dando conta que o automóvel mais caro do mundo é (ainda) mais caro. Alguém terá pago 60 milhões por um Ferrari 250 GTO.

Primeiro comprou, depois valorizou e, agora, vendeu. O coleccionador Christian Glaesel ter-se-á despedido de um Ferrari 250 GTO por qualquer coisa como 60 milhões de euros. De acordo com a Auto Classics, a operação terá sido de natureza privada, ou seja, daquelas que nunca se verão confirmadas numa lista oficial. Mas, dando como certas as declarações de fontes próximas da transacção, isto significa que o carro mais caro do mundo continua a subir de valor de forma galopante.

Recorde-se que, em 2014, uma das (apenas) 39 unidades produzidas deste Cavallino Rampante foi leiloada em Monterey por 35 milhões de euros, valor que colocou de imediato o 250 GTO Berlinetta de 1962, com o chassi 3851 GT, na liderança do ranking dos clássicos mais caros de sempre. No final de 2016, surgiram mais três exemplares à procura de novo dono, na altura já com valores na casa dos 50 milhões. Agora, tudo indica que um “corajoso” deixou para trás 60 milhões de euros e chegou-se à frente para adquirir o 250 GTO de Christian Glaesel. Entusiasmado, provavelmente, com o facto de (finalmente) este especial Ferrari já poder trocar de pneus, 56 anos depois de ter sido lançado…

O exemplar que agora mudou de mãos tem um palmarés desportivo de relevo, já que além de participar em diversas provas pelo mundo fora na década de 60, chegou a classificar-se em 4.º lugar em Le Mans (1963) e também venceu o Tour de France (1964). Tanto assim foi que a própria Ferrari decidiu render-lhe homenagem, criando em 2015 um one-off do F12 que imitava ao design e a decoração desta unidade em particular. O clássico italiano não só correu com as cores da Ecurie Francorchamps e da Equipe Nationale Belge – daí o amarelo no capot –, como é até o personagem principal de um livro, lançado o ano passado, acerca da sua história. Uma história que ganhou novo fôlego quando Glaesel o comprou em 2003, e tratou de enviar o 250 GTO para a DK Engineering (Reino Unido), para aí ser alvo de uma profunda restauração. O trabalho, e o investimento, acabariam por ser reconhecidos pela Ferrari Classiche, elevando este exemplar ao estatuto de um dos três chassi mais bem conservados e valiosos deste modelo.

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