Rádio Observador

Santo António

Mais de 700 noivos já deram o nó nos Casamentos de Santo António

Os Casamentos de Santo António celebram este ano a sua 22.ª edição desde que voltaram a ser realizados, depois de um interregno após o 25 de Abril de 1974, evento no qual já deram o nó 704 pessoas.

JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

Os Casamentos de Santo António celebram este ano a sua 22.ª edição desde que voltaram a ser realizados, depois de um interregno após o 25 de Abril de 1974, evento no qual já deram o nó 704 pessoas.

Há 60 anos, o evento arrancava sob o nome de “Noivas de Santo António”, tendo decorrido até 1974, mas depois da revolução esteve 23 anos sem se realizar.

Em 1997, a cerimónia voltou a acontecer, batizada como “Casamentos de Santo António”, depois de a iniciativa ter sido recuperada pela Câmara de Lisboa, durante o mandato do socialista João Soares. Este foi um ano excecional, dado que a cerimónia religiosa aconteceu na igreja de Santo António e não na Sé de Lisboa, como seria daí em diante. Desde essa data, foram já 352 os casais que deram o nó na cerimónia religiosa que decorre na Sé de Lisboa, bem como nos Paços do Concelho, onde acontece a cerimónia civil.

Ao todo, 704 noivos e noivas escolheram o 12 de junho para casar, segundo disse à agência Lusa a coordenadora geral dos casamentos, Maria do Carmo Rosa, acrescentando que “a média de idades anda nos 29, 30 anos”.

Segundo a responsável, para montar um evento deste calibre, que junta ao todo 16 casais (11 que dão o nó em cerimónia católica e cinco em cerimónia civil), são necessárias à volta de 1.100 pessoas. Cada casal tem direito a levar 20 convidados para as cerimónias e para o copo de água, que decorre na Estufa Fria.

Até 2010, a cerimónia civil decorreu no Museu da Cidade, no Campo Grande, mas nesse ano os casais passaram a contrair matrimónio nos Paços do Concelho.

Apesar de serem selecionados todos os anos 16 casais, a Câmara de Lisboa recebeu “60 candidaturas”. Os requisitos ditam que, pelo menos, um dos noivos tem de residir na capital. Quem é selecionado conta com “dois meses intensivos de preparação” para o grande dia, entre a escolha do guarda-roupa, 10 ensaios de quatro horas cada, as despedidas de solteiro e obrigações junto dos 88 patrocinadores.

Luís Moreira é o diretor artístico da iniciativa e há mais de duas décadas que ensaia os noivos, faz as escolhas musicais, a escolha dos votos e faz a ponte com a transmissão televisiva.”Vim há 22 anos porque era necessário e a Câmara não tinha ninguém para conjugar uma emissão televisiva com os casais que não são nem atores, nem artistas, para protagonizar uma emissão”, explicou.

Para Maria do Carmo Rosa, esta é uma cerimónia “única no mundo”, que está enraizada na população” e que “cresceu imenso em termos de audiência”.

Há 10 anos que a RTP faz um dia de transmissão especial das cerimónias, que este ano serão também acompanhadas pela britânica BBC. O dia dos noivos tem início pelas 07h30 com a preparação nos Paços do Concelho e só termina depois das 21h00 e do desfile na Avenida da Liberdade.

A coordenadora explicou que, ao contrário do que se possa pensar, a marcha “é um momento que os casais adoram”, até porque “alguns dos casais são marchantes”. “É o primeiro momento em que [os casais] estão verdadeiramente descontraídos”, salientou.

Para o diretor artístico dos Casamentos de Santo António, Luís Moreira, os noivos “seriam a marcha vencedora” caso estivessem a concurso, tendo em conta todo o apoio que recebem quando descem a avenida.

Maria do Carmo Rosa referiu também que “o orçamento do município de Lisboa para esta iniciativa é de zero euros”, dado que “tudo é organizado com recurso a parcerias”, elencando que, “embora sejam parte das Festas de Lisboa, os casamentos não são mais um arraial”, mas sim um dia que a organização quer que seja de romantismo.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)