Os títulos da Sporting SAD deram um “pulo” esta segunda-feira, subindo quase 10% para 78 cêntimos, numa reação à destituição de Bruno de Carvalho na assembleia-geral do último sábado. Porém, apenas foram negociados 100 títulos da SAD sportinguista.

As ações do Sporting não estão no mercado contínuo da Euronext Lisboa — negoceiam à chamada, o que significa que só há dois momentos do dia em que as ordens de compra e as ordens de venda são correspondidas (10h30 e 15h30). A valorização dos títulos é a mais expressiva que pode acontecer — 10%, para cima ou para baixo — para que possa haver negócios, o que indica que se a tendência se mantiver pode haver nova valorização no período da tarde.

Os títulos do Sporting tocaram mínimo nos 55 cêntimos, a 12 de junho, no auge da incerteza em torno do futuro da SAD sportinguista.

De recordar que a queda das ações do Sporting começou a acentuar-se  depois do episódio de Alcochete, em que um grupo de indivíduos invadiu a Academia do Sporting e agrediu vários jogadores e membros da equipa técnica. O desenrolar dos acontecimentos desde então — as rescisões de jogadores, as demissões e as várias manifestações contra e pro Bruno de Carvalho — mantiveram a representação do SCP na Banca bastante incerta. O volte-face surge agora, após a polémica AG que destituiu o BdC e nomeou Sousa Cintra como o novo presidente da SAD leonina.

O impacto desta novela causou efeitos preocupantes no que toca às finanças do clube e um exemplo disso é a situação dos empréstimos obrigacionistas, por exemplo. A 20 de maio, a Assembleia Geral de obrigacionistas do Sporting decidiu unanimemente adiar o reembolso da emissão de obrigações no valor de 30 milhões de euros, afetando mais de quatro mil credores. A data anteriormente estipulada era de 25 de maio e passou para 26 de novembro. Só o tempo dirá o nível de sucesso dessa operação que, correndo mal, poderá por em risco a saúde financeira do clube lisboeta.