A Câmara Municipal de Lisboa e a cantora Madonna terão assinado um contrato de cedência de utilização do espaço de estacionamento, nas traseiras do Palácio Marquês de Pombal, para a cantora poder usufruir do espaço. A garantia foi dada por uma fonte do gabinete de Fernando Medina aos jornais Expresso e Diário de Notícias este domingo.

A mesma fonte assegura ainda que o contrato prevê o pagamento de uma renda ao executivo: 720€ por mês, um valor que “resulta da aplicação previsto na Tabela de Preços e Outras Receitas Municipais”, tendo em conta a dimensão do espaço.

O semanário Expresso noticiou este sábado que Madonna poderá usufruir do espaço na Rua das Janelas Verdes graças a uma cedência do terreno por parte da Câmara, “apenas durante um período limitado enquanto decorrerem as obras nos prédios nas Rua das Janelas Verdes”, segundo a própria autarquia. Madonna pagaria o valor devido no final, explicava ainda a Câmara, que sublinhava que o terreno já foi “disponibilizado a outras entidades, nomeadamente ao Ministério da Cultura” no passado.

O Diário de Notícias avançou também no mesmo dia que o acordo entre Medina e Madonna teria sido feito apenas oralmente, não havendo contrato por escrito. Agora, fonte do gabinete do presidente da câmara garante que o documento existe e que será revelado na segunda-feira. A renda será paga na totalidade no final do contrato. O Observador também contactou a autarquia, mas não obteve esclarecimentos adicionais.

A cedência é “a título precário e manter-se-á até que a CML necessite do espaço ou que terminem as obras em curso nos prédios na Rua das Janelas Verdes [obras a cargo de Madonna]”, explica a mesma fonte. O Expresso avança que a Câmara está a negociar a possibilidade de a embaixada de Timor-Leste se estabelecer nesse mesmo local, o que determinaria o fim do contrato com Madonna.

A notícia sobre a cedência do espaço de estacionamento à cantora já levou todos os partidos da oposição a pedirem esclarecimentos a Fernando Medina, inclusive o Bloco de Esquerda, parceiro no executivo da Câmara. O seu vereador Ricardo Robles, que detém o pelouro da Educação e Direitos Sociais, declarou que o assunto merece esclarecimento tendo em conta que “o estacionamento em Lisboa é escasso” e merece ser “regulado com responsabilidade”.