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No rescaldo da vitória da França frente à Croácia, que fez dos gauleses campeões do mundo de futebol, Didier Deschamps falou sobre o que contribuiu para a eficácia francesa em Moscovo. “Doeu muito perder o título de campeão europeu há dois anos. Acho que isso serviu-nos de exemplo, aos jogadores e a mim. Foi importante. Não fizemos um grande jogo, mas mostrámos qualidades mentais, por isso é merecido”, destacou o técnico após o triunfo.

Sobre o facto de se ter tornado o terceiro a ser campeão mundial como jogador e depois como treinador, depois de Zagallo e Beckenbauer, o francês admitiu a felicidade pelo registo. “Não penso em mim, mas obviamente é um orgulho. Estou aqui para cumprir metas, conquistar títulos”, frisou, acrescentando: “Quando se é jogador somos atores, é a grande diferença. Quando se é treinador, vive-se através dos jogadores. A partida pertence aos jogadores. O meu sucesso está ligado ao deles”.

Na habitual conferência de imprensa no Luzhniki Stadium, Didier Deschamps não poupou também adjetivos às celebrações dos franceses no ponto final do Campeonato do Mundo. “É tão lindo, tão maravilhoso. Estou muito feliz por este grupo, porque começámos este percurso há muito tempo. Nem sempre foi fácil, mas à custa do trabalho, de ouvir… lá estão eles no topo do mundo durante quatro anos. É tão bonito, tão maravilhoso para os jogadores. É uma geração jovem, alguns são campeões mundiais com 19 anos”, sublinhou o técnico gaulês.

Deschamps fez a festa no final com a família e restante equipa técnica na seleção francesa (ALEXANDER NEMENOV/AFP/Getty Images)

Aliás, o discurso de Deschamps foi sempre centrado nos futebolistas. “O jogo pertence aos jogadores, eles são os campeões do mundo, e nós estamos ligados. Fomos 20 pessoas a fazer uma equipa durante 55 dias. Há muito, muito trabalho e agora é a suprema coroação, maravilhoso. Nós amamos os franceses. Temos orgulho de ser franceses e vamo-nos encontrar na segunda-feira. Viva a República!”, exclamou o treinador.

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Ainda este sábado Deschamps tinha falado da derrota da França frente a Portugal na final do Euro 2016. “O grupo é diferente de há dois anos, incluí 14 novos jogadores que só souberam o que era uma grande competição aqui na Rússia. Mesmo que tenhamos menos experiência, a qualidade está lá”, tinha prometido. E falara sobre a necessidade de mudança em relação à prestação de há dois anos: “Os croatas têm experiência no clube e são jogadores já maduros. Enfrentámos essa situação em todos os nossos jogos, com adversários que tinham mais experiência. Apenas nove jogadores têm conhecimento do que aconteceu, mas isso deve servir-nos para aquilo que nos espera amanhã. Haverá coisas a fazer de forma diferente”.