(texto corrigido às 14h com informação sobre a incidência das comissões e sobre a alternativa que o banco disponibiliza para pagar menos)

O BPI vai acabar com a diferenciação das comissões na conta à ordem em função do património dos clientes, passando a cobrar os mesmos 15 euros trimestrais à generalidade dos clientes. Devido à alteração, há quem veja o valor do encargo triplicar, como notou esta quarta-feira o Eco. Mas o banco tem um alternativa mais barata, a conta Valor BPI, com serviços mais básicos mas comissões inferiores.

A alteração vai entrar em vigor a partir de 1 de outubro. Com a mudança, todos os clientes da instituição financeira vão passar a pagar uma comissão trimestral única de 15 euros. O que significa um encargo anual de 60 euros. Atualmente os clientes com património igual ou superior a três mil euros e responsabilidades iguais ou superiores a 7.500 euros pagam uma comissão trimestral de 5 euros, pelo que nesses casos o encargo triplica se o cliente nada fizer.

Fonte: BPI preçário

O presidente do banco afirmou na terça-feira que “o cliente só paga se não aderir à conta Valor BPI, que inclui um pacote de produtos e serviços (cartão de débito, cartão de crédito, transferências, cheques, transferências ilimitadas nos canais automáticos) pagando apenas uma comissão mensal fixa, muito competitiva”. Esse valor é de 3,50 euros por mês caso o cliente tenha domiciliação de ordenado e 7,5 euros caso não tenha.

Comissões bancárias. Portugueses pagam o dobro dos espanhóis

A instituição bancária indica que a medida vai ao encontro das reivindicações do Banco de Portugal, que já tinha manifestado que os bancos não deveriam aplicar comissões diferenciadas em função dos clientes.

Continuam isentos os detentores de contas cujo 1º titular tenha idade inferior a 26 anos, contas em moeda estrangeira, Conta Serviços Mínimos Bancários, contas do BPI OnLine, contas do Departamento de Ações, contas do BPI Gestão de Activos, Conta Valor BPI, Conta BPI Premier, Conta Escrow e contas de Instituições de Apoio Social (CAEs de Atividades de Apoio Social que pertencem à divisão 87 e 88).

O banco liderado por Pablo Forero já tinha anunciado que iria passar a cobrar pelas transferências online a partir do passado mês de junho.

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