Fogo de Pedrógão Grande

Câmara de Pedrógão Grande diz que todas as casas reconstruídas são de primeira habitação

Meio milhão de euros de fundos terão sido desviados para casas não prioritárias em Pedrógão Grande, escreveu a Visão. Presidente da câmara diz que as casas "eram de primeira habitação".

PAULO CUNHA/LUSA

O presidente da Câmara de Pedrógão Grande disse esta quinta-feira que todas as casas afetadas pelo incêndio de 2017, reconstruídas com a ajuda dos portugueses, eram de primeira habitação antes do fogo.

Confrontado com a edição de 19 de julho da revista Visão, que afirmava que meio milhão de euros de fundos destinados à reconstrução de casas de primeira habitação terão sido desviados para casas não prioritárias, Valdemar Alves referiu que “todas eram de primeira habitação”.

Questionado sobre se todas as casas de reconstrução eram de primeira habitação antes do incêndio de junho de 2017, o autarca respondeu que sim.

Não temos dúvidas. Há documentação. Cada casa tem o seu processo que foi entregue na CCDR [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional] e no Revita. Foi apreciado pelas comissões e, portanto, não tenho dúvidas de que foram feitas com toda a honestidade e sem ferir ninguém. Nem os regulamentos foram feridos pela reconstrução destas casas”, alegou o presidente da Câmara de Pedrógão Grande.

A Visão exemplifica com vários casos de pessoas que mudaram a morada fiscal após o incêndio, de forma a conseguirem o apoio do Fundo Revita ou de outras instituições que entretanto também se mostraram solidárias com aquelas populações, como a Cáritas, a SIC Esperança, a Cruz Vermelha, La Caixa, Fundação Calouste Gulbenkian ou Misericórdias.

Apesar dos casos relatados pela Visão, Valdemar Alves nega que tenha havido desvio para casas não prioritárias. No entanto, sublinha que “a própria lei, quando se iniciou o trabalho, nunca referiu casas de primeira nem de segunda, isso foi mais tarde”.

Confrontado sobre se as pessoas não teriam entregado donativos com o objetivo de apoiar apenas casas de primeira habitação, Valdemar Alves sublinhou que os portugueses que contribuíram “era para as casas todas. Nunca perguntaram se era de primeira ou de segunda habitação”.

O autarca referiu ainda que o Ministério Público “tem a liberdade para investigar [os casos] e está a investigar” e que vai, “em princípio, exercer o direito de resposta”, apesar de, para a reportagem da Visão, ter recusado prestar esclarecimentos.

Valdemar Alves falava com os jornalistas no final da entrega de uma casa reconstruída com o apoio da Fundação Benfica a uma família de Vila Facaia.

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