Os cinco partidos mais votados nas últimas legislativas receberam um total de 1,2 milhoes de euros em donativos. De acordo com os dados recolhidos pelo Jornal de Negócios, o PSD foi o que recolheu o maior montante: 881 mil euros em 2017, multiplicando assim 14 vezes o valor recebido no ano anterior, que foi de 61 mil euros. Já  PS recebeu 206 mil euros no último ano.

Os donativos — que só podem ser feitos por singulares e cujo registo histórico prova aumentarem ligeiramente em ano eleitoral — são uma das fontes de financiamento partidário. Na consulta feita às contas de 2017 entregues na ECFP, encontram-se as listas de doadores por cada partido. Entre os sociais-democratas, que receberam 394 doações, destacam-se os contributos da ex-ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, que entregou 1.250 euros, e do anterior líder parlamentar, Luís Montenegro, que doou 900 euros.

No PS, os donativos têm-se mantido estáveis nos últimos seis anos.  Em 2017, recebeu 206 mil euros num total de 409 doações. Na lista consultada pelo Negócios destacam-se os contributos do eurodeputado Carlos Zorrinho, com 3.340 euros, ou os de Alberto Arons de Carvalho e João Cravinho com 25 euros cada. Surge ainda o nome do ex-secretário de Estado do Turismo de um Governo socialista, Bernardo Trindade, com 500 euros e o presidente do Governo regional dos Açores, Vasco Cordeiro, com 1.800 euros.

No CDS, em 2017, os centristas receberam 131 mil euros. Entre os contribuintes destacam-se os deputados Telmo Correia, com 48 euros, ou Filipe Anacoreta Correia, que entregou 713 euros. Com montantes mais expressivos encontra-se Filipa Champalimaud, neta de António Champalimaud, com cinco mil euros.  O BE registou o maior montante dos últimos seis anos, mas apenas com 7.720 euros. O PCP teve um pico em 2015 com 29 mil euros, mas em 2017 só recebeu 6.680 euros.