Pelo menos 69 pessoas, entre as quais 52 civis, morreram na explosão de um depósito de armas na província de Idleb (noroeste da Síria), no domingo, segundo um novo balanço divulgado esta segunda-feira pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

“Pelo menos 52 civis, dos quais 17 eram crianças, maioritariamente originários de Homs, morreram na explosão”, disse à agência France-Presse o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahmane, adiantando que tinham morrido igualmente 17 combatentes do grupo jihadista Hayat Tahrir al-Cham (HTS).

“Prosseguem as buscas e o balanço pode ainda aumentar”, disse Abdel Rahmane. O anterior balanço do observatório era de 39 civis mortos, incluindo 12 crianças.

Segundo o responsável do OSDH, o depósito estava situado num edifício residencial na localidade de Sarmada e pertencia a um traficante de armas que trabalhava para o HTS, formado por uma ex-ramificação síria da Al-Qaida, que controla a maioria da província. A maior parte das vítimas são familiares de combatentes do HTS, precisou Abdel Rahmane.

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A província de Idleb é uma das últimas a escapar ao controlo do regime sírio, que recentemente afirmou que a conquista deste território era um dos seus objetivos e intensificou os ataques aéreos à região, com o apoio dos aliados russos.

Cerca de 60% da província está sob controlo do HTS e o resto está sob domínio de diferentes grupos rebeldes, havendo também a presença de células do grupo jihadista Estado Islâmico. Desencadeada em 2011, a guerra na Síria já causou mais de 350.000 mortos e milhões de deslocados e refugiados.