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O Estrela da Amadora está de volta ao futebol sénior

Este artigo tem mais de 3 anos

O Estrela da Amadora, um histórico do futebol português, está de regresso ao futebol sénior. Volta como Clube Desportivo Estrela, depois da insolvência e extinção do Estrela em 2010.

Paulo Bento, atual selecionador da Coreia do Sul, foi titular e marcou um golo na final da Taça que o Estrela ganhou
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Paulo Bento, atual selecionador da Coreia do Sul, foi titular e marcou um golo na final da Taça que o Estrela ganhou

Paulo Bento, atual selecionador da Coreia do Sul, foi titular e marcou um golo na final da Taça que o Estrela ganhou

É o regresso de um histórico do futebol português: oito anos depois da insolvência e consequente extinção do Estrela da Amadora, o Clube Desportivo Estrela, fundado em 2011, vai começar a competir no terceiro escalão distrital de Lisboa. O futebol sénior vai voltar ao Estádio José Gomes e à Reboleira quase dez anos depois da última temporada dos tricolores no principal campeonato português.

Depois da extinção do Estrela da Amadora em 2010, o Clube Desportivo Estrela surgiu em 2011 e dedicou-se à formação, ao atletismo, ao ténis de mesa, judo, ginástica e esgrima. Agora, sete anos depois, o clube da Amadora anunciou nas redes sociais ter chegado o momento de regressar ao futebol sénior. A direção do clube, liderada por Rui Silva, anunciou ainda que a equipa principal será orientada pelo treinador Ricardo Monsanto.

“Sabendo que toda a longa caminhada começou com um primeiro passo e que, como diz o nosso povo, é avisado não dar um passo maior do que a perna, o CD Estrela pode finalmente anunciar que irá competir no escalão de séniores, na época 2018-19, no Campeonato Distrital da Associação de Futebol de Lisboa! O futebol sénior está assim de regresso ao solo sagrado do Estádio José Gomes, onde todos queremos voltar a ver as bancadas cheias, apoiando as camisolas tricolores”, pode ler-se no comunicado divulgado pelo clube.

O Estrela da Amadora viveu o ponto alto da história do clube na temporada 1989/90, sob o comando técnico de João Alves, quando conquistou a Taça de Portugal depois de vencer o Farense à segunda – na altura, em caso de empate no jogo da final, não havia prolongamento e jogava-se uma finalíssima (que o Estrela venceu por 2-0 depois de empate a uma bola no primeiro jogo). Os tricolores participaram na Taça das Taças na época seguinte, eliminando o Neuchâtel na primeira ronda e caindo só na segunda, frente ao RFC Liège. A melhor classificação no campeonato português data da temporada 1997/98, quando o Estrela alcançou um sétimo lugar que valeu o apuramento para a extinta Taça Intertoto, onde foi eliminado logo na primeira ronda pelos polacos do Ruch Chorzów.

O clube da Amadora ganhou notoriedade também pelo leque de jogadores que passaram pela formação e depois saíram para FC Porto, Sporting ou Benfica, alguns tornando-se internacionais, como Dimas, Paulo Bento, Abel Xavier, Miguel, Jorge Andrade, Calado ou Paulo Ferreira. Os nomes de destaque passaram também pelo comando técnico do Estrela da Amadora: o magriço José Torres orientou os tricolores, assim como Manuel Fernandes – que tinha como adjunto José Mourinho -, Jesualdo Ferreira, João Alves, Jorge Jesus, Toni, António Veloso e o atual selecionador nacional Fernando Santos. Também Tiago Apolónia, mesa-tenista que já representou Portugal nos Jogos Olímpicos, começou a carreira no Estrela.

O início do fim do Estrela da Amadora começou na temporada 2008/09: apesar de ter conseguido a manutenção nos relvados, ao terminar o campeonato num confortável 11.º lugar, o clube foi despromovido por motivos financeiros (beneficiando o Belenenses). O Estrela estava apertado com dívidas a fornecedores, funcionários, jogadores, às Finanças e à Segurança Social e o Sindicato dos Jogadores Profissionais ainda apoiou o clube garantindo um mês de salários – mas não foi suficiente. Na temporada seguinte, António Veloso foi substituído por Jorge Paixão no comando técnico do Estrela logo na segunda jornada e os tricolores foram desclassificados da Taça de Portugal por não terem pago a inscrição dos jogadores à Federação.

Nesta altura, o Estrela da Amadora sobrevivia com juniores e jogadores emprestados, principalmente pelo Belenenses e Sp. Braga. Ainda que os resultados dentro de campo fossem positivos, os graves problemas financeiros deram origem às rescisões e às ameaças de greve por parte dos jogadores. Em setembro de 2009, o Tribunal de Sintra considerou o clube insolvente. As dívidas ultrapassavam os 11 milhões de euros e o Estrela realizou o seu último jogo de futebol sénior em maio do seguinte, já a jogar na 2.ª divisão zona sul: uma derrota em casa frente ao Real Massamá.

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