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Fundos de Investimento

Fundos de baixo risco: quase nove em cada dez estão a perder dinheiro

Cerca de 90% dos fundos de investimento que envolvem pouco risco estão a registar perdas este ano. Em 56 produtos só sete apresentam rendibilidades acima de 0%. Resgates aumentam.

Sebastiao Moreira/EPA

Perto de 90% dos fundos de investimento de baixo risco estão a acumular perdas desde o início do ano. Entre desvalorizações que chegam a 2,26% e ganhos que não passam de 0,72%, há apenas sete em 56 fundos que estão a render mais de 0% desde janeiro até 24 de agosto, revela o levantamento e os cálculos feitos pelo Diário de Notícias. Feitas as contas, entre os produtos que apresentam um risco mais baixo, nenhum oferece rendibilidades acima da taxa de inflação (cuja taxa harmonizada, em julho, foi de 1,6%).

As fracas ou nulas rendibilidades destes produtos de investimento e, sobretudo, as taxas negativas, têm levado assim a mais resgates de dinheiro. De acordo com os dados divulgados pela Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (APFIPP), os investidores retiraram mais de 570 milhões de euros destas aplicações entre o início do ano e final de julho.

As taxas de juro negativas em aplicações classificadas como mais seguras — como, por exemplo, a dívida de curto prazo e obrigações de entidades com ratings de qualidade — são as principais responsáveis por estas perdas nos fundos que os portugueses têm escolhido como alternativa aos depósitos bancários. Mas esta opção está a revelar-se pouco lucrativa. Mesmo nos fundos de investimento de curto prazo, em média, as perdas atingem 0,46% este ano.

Entre os produtos nos dois níveis de menor risco estão fundos de mercado monetário e de obrigações. Outra das explicações para estes fracos desempenhos são as políticas do Banco Central Europeu (BCE) que tem a taxa de referência em 0% e aplica um juro negativo de 0,40% para guardar dinheiro dos bancos. Essas medidas ajudam também a explicar que taxas como a Euribor também estejam abaixo de 0%. E também levaram a que dívida de maior qualidade ou de curto prazo começasse a ter juros negativos.

Também entre os fundos de maior risco, entre os 200 que são geridos por entidades portuguesas, apenas 24% dão ganhos, cabendo a maior rendibilidade aos que apostam nas bolsas norte-americanos que ganham, em média, mais de 8%.

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