Paddy Cosgrave vai reunir com os governos de Portugal e Espanha já esta semana para discutir o futuro da Web Summit. O fundador e presidente do evento tecnológico — cuja próxima edição acontece entre 5 e 8 de novembro em Lisboa — partilhou dois tweets na tarde de domingo onde admite que se vai encontrar com o primeiro-ministro espanhol já na segunda-feira e com o Governo de Portugal um dia depois. “É uma semana cheia de reuniões com governos em toda a Europa, com muito a discutir antes de novembro”, escreveu na rede social Twitter.

Em julho último ficou a saber-se que a proposta feita pelo Governo português, para manter a Web Summit em Lisboa, estava “em desvantagem” face às candidaturas feitas por “grandes cidades”. Um mês antes, o Observador escrevia que havia pelo menos mais oito cidades a querer a Web Summit: Munique, Paris, Londres, Berlim, Madrid, Milão, Bilbao e Valência.

Web Summit. Proposta do Governo “em desvantagem” face à de Londres, Paris ou Madrid

A Web Summit trocou Dublin, cidade de onde é originária, por Lisboa em 2015, quando a organização assinou um contrato de três anos (com possibilidade de extensão por mais dois anos) com a capital portuguesa. Agora, o objetivo do Governo de António Costa é manter a conferência no país até 2028.

Web Summit. Proposta do Governo “em desvantagem” face à de Londres, Paris ou Madrid

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Mais recentemente, o fundador da Web Summit cancelou o convite feito pela organização do evento a Marine Le Pen, uma decisão tomada na sequência das reações que leu e nos conselhos que recebeu. O convite endereçado à líder do partido de extrema direita Frente Nacional, para estar presente na edição de novembro, esteve no centro de uma grande polémica, que levou, inclusive, a SOS Racismo a lançar uma petição para impedi-la de vir a Lisboa e o PSD a afirmar que, caso Le Pen viesse a Portugal, só haveria uma solução: a Câmara Municipal de Lisboa teria de retirar o patrocínio que faz à Web Summit.