O Benfica confirmou que foi notificado da decisão da FIFA, que condenou o clube encarnado a pagar 3,5 milhões de euros a Bilal Ould-Chick e anunciou que vai avançar com um recurso para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), em Lausanne.

Recorde-se que o Benfica rescindiu contrato com o avançado holandês em 2017, alegando justa causa. O jogador apresentou queixa junto da FIFA que, esta quarta-feira, deu razão às pretensões do atleta. Em comunicado publicado no site oficial, o Benfica informou que, “por não se conformar com a decisão proferida, requereu de imediato os fundamentos da mesma com vista a interpor recurso para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) de Lausanne”.

“A SL Benfica – Futebol, SAD mantém a convicção de que o despedimento do referido atleta se justificou face ao comportamento desportivo e social deveras censurável e, como tal, é legalmente sustentável, não deixando, por isso, de reclamar a devida indemnização junto do Tribunal Arbitral do Desporto”, pode ainda ler-se.

Antes de o Benfica ter anunciado o recurso, o advogado do jogador, Gonçalo Almeida, entrevistado pelo Record, esclareceu que “99% das pretensões foram alcançadas para já” e que “este é um processo de litígio laboral que opunha o Benfica ao Bilal, relativo à rescisão unilateral e antecipada do contrato invocando justa causa”.

“Intentámos uma ação na FIFA e saiu a decisão. As partes foram notificadas e a FIFA não reconhece a justa causa e condenou o clube a indemnizar o jogador num montante bem superior a 3 milhões de euros. Esta decisão reconhece que 99% das pretensões foram alcançadas para já”, adiantou ainda o jurista.

O jogador holandês aterrou em Lisboa na temporada 2015/16, para integrar a equipa B do Benfica, mas acabou por ver o seu contrato rescindido, rumando depois ao Utrecht. Atualmente, o avançado de 21 anos está sem clube.