Jean-Claude Juncker

Jean-Claude Juncker alerta: proposta orçamental de Itália pode levar a crise igual à da Grécia

Depois de o Governo italiano ter fixado o défice nos 2,4% do PIB, muito acima do previsto, o presidente da CE mostrou-se receoso e fez comparações com a crise grega.

JASON SZENES/EPA

Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia (CE), alertou esta segunda-feira para os riscos que a proposta orçamental apresentada pelo Governo italiano pode trazer para o país e para a própria Zona Euro, considerando que é “demasiado permissiva” e que pode levar à mesma crise que a Grécia enfrentou.

Segundo Juncker, durante um discurso em Freiburg, na Alemanha, citado pela agência Bloomberg, “a Itália está a distanciar-se das metas orçamentais que foram acordadas em conjunto ao nível da União Europeia. Não desejaria que, depois de termos conseguido lidar com a crise grega, acabássemos com a mesma crise em Itália”, acrescentou.

Na semana passada, o Governo italiano — constituído pela coligação populista e eurocética formada pelos partidos Movimento 5 Estrelas e a Liga — anunciou uma meta do défice fixada nos 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) para os próximos três anos, de forma a cumprir promessas eleitorais que exigem um aumento da despesa pública. O anterior Governo de esquerda, recorde-se, tinha previsto um défice de 0,8% para 2019, 2020 e 2021. Para Juncker, a mudança destes planos orçamentais poderá levar o país à mesma turbulência de mercado que a Grécia passou há nove anos.

Uma crise foi suficiente, uma crise bastou, e temos que impedir que a Itália receba um tratamento especial que, se toda a gente o tivesse, significaria o fim do euro. Por isso, temos de ser muito rígidos”, sublinhou o presidente da CE.

“Depois da mais difícil gestão da crise da Grécia, temos de fazer de tudo para evitar uma nova crise grega, desta vez na Itália”, voltou a reforçar, acrescentando que as conversas da zona euro sobre o orçamento com Itália vão ser “rígidas e justas”.

Também Mário Centeno reconheceu que a proposta orçamental italiana suscita “questões”, e alertou para a necessidade desta cumprir “um conjunto de princípios” seguidos pelos países da zona euro. O presidente do Eurogrupo sublinhou, no entanto, que ainda não foi submetido a qualquer “documento formal, com todo o detalhe que, obviamente, estas questões necessitam para serem esclarecidas” e que mantém o contacto com o ministro das Finanças italiano sobre essas questões.

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