Polícia Judiciária

Bitcoins. PJ do Norte faz maior apreensão de moedas virtuais de sempre em Portugal

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Os dois detidos, de 34 e 35 anos, no âmbito da operação policial por suspeita de crimes de branqueamento e burla informática e acesso ilegítimo, viviam como casal em Vila Nova de Gaia.

SASCHA STEINBACH/EPA

A Diretoria do Norte da Polícia Judiciária anunciou, esta quarta-feira, que apreendeu códigos de moedas virtuais no valor equivalente a 130 mil euros numa vivenda em Gaia, detendo um casal suspeito, naquela que foi a “maior apreensão” do País.

“É a primeira apreensão de moedas virtuais no Norte de Portugal e deverá ser a maior até ao momento em Portugal”, disse à Lusa fonte da Directoria do Norte da Polícia Judiciária da Secção Regional de Investigação do Branqueamento e Infracções Tributárias, explicando que a moeda virtual é atualmente o meio mais utilizado para fazer “lavagem de dinheiro”.

“Serve para financiar tudo, desde terrorismo, a tráfico de estupefacientes, tráfico de seres humanos e até corrupção”, avançou a mesma fonte policial, referindo que além da apreensão das moedas virtuais, principalmente bitcoins, também apreenderam gifts cards (cartões presentes), no valor de 5.500 euros, e diverso material informático.

Os dois detidos, de 34 e 35 anos, no âmbito da operação policial por suspeita de crimes de branqueamento e burla informática e acesso ilegítimo, viviam como casal numa “vivenda geminada” em Vila Nova de Gaia, distrito do Porto, acrescentou a mesma fonte.

O homem detido é considerado um expert (especialista) em informática e a mulher detida, a companheira, tinha várias contas bancárias. Uma dessas contas bancárias movimentou em 2017 mais de “300 mil euros” em apenas quatro meses.

A Polícia Judiciária adiantou ainda à Lusa que a detenção do casal, que não tinha “ocupação laboral”,” nem fazia declarações ao fisco desde 2016″, resultou de uma investigação desenvolvida pela PJ que permitiu recolher indícios de que os suspeitos efetuariam um conjunto de procedimentos, com recurso a meios informáticos, burlando e lesando vários cidadãos estrangeiros.

O “fruto” dessa atividade era posteriormente objeto de ações, visando a sua “ocultação das entidades fiscalizadoras, tendo como objetivo o branqueamento das quantias provenientes da atividade ilícita desenvolvida”, lê-se no comunicado de imprensa da PJ enviado esta quarta-feira aos jornalistas.

A PJ refere ainda que o casal obteve com esta “atividade ilícita elevados proventos económicos”, tendo-se apurado, até ao momento, a existência de lesados em França e Espanha, mas presume-se que existam “mais lesados na maior parte do espaço europeu”.

Durante a operação foram também apreendidos saldos de contas bancárias, um apartamento, uma viatura automóvel, dezenas de cartões bancários, telemóveis e outros bens.

Em Portugal ainda não há regulação para a atividade da moeda virtual, mas o país é considerado “um país apelativo para a mineração do bitcoin”, refere fonte da Secção Regional de Investigação do Branqueamento e Infracções Tributárias.

“Temos inquéritos a correr em Portugal com estrangeiros a utilizar Portugal, porque é um país que permite facilmente abrir uma sociedade e uma conta bancária”.

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