Web Summit

Web Summit em Lisboa por mais 10 anos com investimento de 110 milhões

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O Governo acordou com Paddy Cosgrave a permanência da Web Summit em Lisboa por mais dez anos. Edição de 2018 decorre de 5 a 8 de novembro na FIL e no Altice Arena.

Fernando Medina, Paddy Cosgrave e António Costa na conferência de imprensa onde foi confirmada a permanência da Web Summit em Lisboa por mais 10 anos

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

A Web Summit mantém-se em Lisboa por mais dez anos, anunciou esta quarta-feira Paddy Cosgrave, organizador da conferência, numa cerimónia que juntou o primeiro-ministro António Costa e o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Lisboa, no Altice Arena.

“Não consigo explicar o quão feliz estamos por ficar em Lisboa para os próximos dez anos. Dá-nos mais certeza e mais oportunidade de trabalharmos em maior proximidade” com o Governo e a Câmara Municipal de Lisboa, disse Paddy. O fundador da Web Summit contou que as negociações mudaram drasticamente há uns meses, mas que o pitch final foi feito por Fernando Medina há cerca de um mês, num telefonema, perto da meia-noite. “Se conseguirmos que isto funcione, podemos construir um futuro incrível aqui”, acrescentou.

“Ganhámos”, disse logo de seguida Fernando Medina. “Esta vitória tem muitos significados”, porque foi uma competição entre vários países “aberta e leal”, mas Portugal apresentou “a melhor proposta”, disse Medina. O presidente da Câmara Municipal de Lisboa diz que isto é um passo decisivo para Portugal ser a capital de empreendedorismo e de inovação que sempre quis e que este acordo vai mudar a cidade de forma “irreversível”.

“Imaginem o que é pensar numa relação estruturada com um evento destes, para investir em Lisboa e no nosso país”, disse Medina, mostrando que este momento é marcado por uma decisão: a de expandir a FIL e todo o complexo do Parque das Nações. “Não podíamos pedir à Web Summit que abdicasse do crescimento. Pusemos mãos à obra e construímos uma proposta para perspetivar como este complexo pode crescer”, disse. “Não vejo melhor forma de fazermos jus ao que temos e ao aniversário (Expo98)”, acrescentou o presidente da CML.

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

O primeiro-ministro dirige-se primeiro a Paddy Cosgrave, em inglês, dizendo que a Web Summit põe Portugal no centro das conversas de tecnologia e inovação. “Quando a Web Summit cresce, nós crescemos também, Paddy”, disse. “Isto é muito mais do que os 30 milhões de receita direta que Portugal encaixou”, disse António Costa, acrescentando que o evento conseguiu trazer para Portugal empresas tecnológica e emprego qualificado. Porque Portugal “é um país de oportunidades”, a Web Summit é uma peça de uma estratégia”, disse o primeiro-ministro, acrescentando as várias medidas que têm sido lançadas no âmbito do empreendedorismo e da educação.

O empreendedorismo é o caminho para fomentar a inovação. É por isso que a Web Summit é importante, é confiança para as próximas gerações”, afirmou António Costa.

Caldeira Cabral, ministro da Economia, disse que o investimento para  a Web Summit é de 11 milhões por ano, ou seja, 110 milhões para os 10 anos. A cláusula de rescisão do contrato é de 340 milhões por cada ano não cumprido. O valor do investimento será repartido com a Câmara Municipal de Lisboa e retirado do Fundo de Desenvolvimento Turístico bem como de outras instituições do Ministério da Economia e Câmara de Lisboa.

A expansão da FIL prevê a duplicação da capacidade expositiva. Primeiro, com uma solução provisória e depois com solução definitiva, explicou Fernando Medina. “Queremos aproveitar este momento para aumentar, mas também para fazer melhor”. A configuração física final ainda não está fechada, que será solucionada no decorrer deste ano.

“O que a Web Summit tem feito pelo país: vai trazer mais investimentos, como já trouxe, da Google, da Zalando e outras empresas! Quanto é que isto custa? Os apoios anunciados são de 11 milhões por ano”, disse Caldeira Cabral. Em relação ao impacto que a conferência tem na economia, o ministro afirma que são superiores a 300 milhões de euros. “Mas depois também há as receitas fiscais, que só no último ano foram estimadas num valor superior a 30 milhões. Com o escalar deste evento para mais de 100 mil pessoas, podemos estar a falar de uma receita fiscal que paga várias vezes este apoio que estamos a dar”, afirmou.

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

A Web Summit tinha um contrato de três anos com o Governo português, que terminaria em 2018. Na corrida pela maior conferência de empreendedorismo, tecnologia e inovação da Europa estavam Madrid, Berlim e Valência, mas sempre foi intenção do executivo português manter a conferência tecnológica em Portugal.

Depois de um longo processo de negociação, que durou mais de um ano e que envolveu ofertas de mais de 20 das maiores cidades europeias – incluindo Berlim, Paris, Londres, Madrid, Milão e Valência – a conferência chegou a um acordo com o Governo Português e a Câmara Municipal de Lisboa para os próximos de anos. Tendo em conta o acordo, a Web Summit prevê aumentar o seu escritório de Lisboa com 100 novas contratações.

Até 2022, o espaço onde se realiza a Web Summmit — Altice Arena e FIL — será duplicado. A primeira fase de expansão começará nos próximos meses e deverá estar concluída até ao início da Web Summit 2019. Nas duas fases seguintes, prevê-se que a dimensão do espaço da Conferência duplique a dimensão atual.

Paddy Cosgrave afirma que se não tivesse surgido a possibilidade de aumentar o espaço da conferência, o acordo “não teria sido possível. Até há poucos meses não acreditávamos que fosse possível. Os planos são incríveis e estamos muito gratos a todos os que neles trabalharam”, afirmou.

Fernando Medina disse ainda que o acordo “será decisivo para tornar Lisboa numa capital de excelência para a inovação, empreendedorismo e talento. Estou seguro que os próximos anos serão marcados pelo crescimento exponencial do investimento em Tecnologias de Informação e do emprego na cidade”

A Web Summit, o Governo Português e a Câmara Municipal de Lisboa também têm objetivos ao nível da sustentabilidade: a eliminação de plásticos descartáveis de uso único, uma política de desperdício zero alimentar, assim como a realocação e reutilização de materiais de construção, entre outros.

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